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“Partiu um dos nossos”: RTP de luto após morte trágica de Tomás Anahory no mar aos 44 anos

Sonoplasta e músico Tomás Anahory morre enquanto praticava bodyboard em Cascais

O profissional da estação pública sentiu-se mal dentro de água na passada sexta-feira, 9 de outubro, acabando por falecer no local apesar das tentativas de reanimação.

O universo da comunicação e da cultura em Portugal sofreu um abalo inesperado com a partida prematura de Tomás Anahory, aos 44 anos. O profissional da Antena 1 e colaborador de longa data no universo dos canais da rádio da RTP perdeu a vida na passada sexta-feira, 9 de outubro, na sequência de uma paragem cardiorrespiratória sofrida enquanto praticava bodyboard na praia do Guincho Sul, em Cascais.

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O incidente deu-se cerca das 18h00, altura em que o criador se sentiu mal no mar, não resistindo apesar de socorrido e submetido de pronto a manobras de reanimação pelos meios de emergência.

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A notícia gerou consternação entre os colegas da estação pública, que recorreram às redes sociais para expressar o pesar institucional e individual.

Na mensagem partilhada pela Antena 1, o percurso e a dedicação do sonoplasta foram destacados com emoção: “Partiu um dos nossos. É com profunda tristeza que nos despedimos de Tomás Anahory, colega e profissional que deixou uma marca no universo da rádio da RTP. Ao longo do seu percurso, colaborou em diversos projetos, destacando-se o seu trabalho como sonoplasta do Portugalex e a sua atividade como autor na RTP Antena 2. Para além do seu percurso profissional ligado ao áudio, esteve também envolvido no desenvolvimento de conteúdos multimédia e digitais para as plataformas da rádio, contribuindo com talento, criatividade e uma permanente disponibilidade para novos desafios. O seu trabalho e o seu contributo permanecerão na memória de todos os que com ele partilharam projetos e experiências“.

A homenagem estendeu-se igualmente à rádio RADAR 97.8fm, projeto onde Tomás Anahory também imprimiu a sua identidade artística e técnica, tanto na produção de rubricas como na renovação da identidade gráfica e sonora da emissora.

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“Tomás. Fazia parte da rádio, fazia parte de nós. O Tomás era-nos tanto, não era apenas quem fazia a «Pastilha Elástica», ou o «Olhar a Lua», nem quem criou toda a nova imagem da Radar, era um espírito rebelde, criativo, resiliente, desafiante e acima de tudo, doce e amigo“, escreveu a equipa da emissora, lembrando ainda a paixão pelos acordes e pelas ondas que sempre o acompanharam:

“O Tomás amava a sua família e amigos, a rádio, o bodyboard e era músico, com 2 discos editados como Thomas Anahory. Estamos sem reação, profundamente tristes com o que aconteceu. Perdemos o Tomás, perdemos um amigo querido, estamos de luto. Os nossos sinceros sentimentos a toda a família“.

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