Pedro do ‘Big Brother Verão’ sem rodeios: “escolhia o lado do Nuno”
O ex-concorrente expulso elogiou Nuno pela atitude de terminar o "enredo" com Raquel, recusando usá-lo para se manter na casa mais vigiada do país.
Pedro, um dos concorrentes do ‘Big Brother Verão’ expulso no último domingo, 19 de julho de 2026, esteve esta segunda-feira, 20 de julho, no programa ‘Dois às 10’ para conversar com Cristina Ferreira e Cláudio Ramos sobre a sua passagem pela casa mais vigiada do país.
Sem rodeios, o agora ex-concorrente não se esquivou a abordar as dinâmicas mais tensas, incluindo a relação entre Nuno e Raquel, que tanto tem dado que falar cá fora.
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Começou por identificar os concorrentes que considerou “difíceis de gerir”. Apontou Sara e João Ventura, embora este último não tenha chegado a sê-lo efetivamente. “Senti que a Sara era difícil de gerir e senti que o João Ventura poderia vir a ser difícil de gerir, mas não chegou a ser porque o João Ventura evitava muito o contacto comigo”, contou Pedro, explicando que João Ventura mantinha distância. Cristina Ferreira interpretou a atitude de João Ventura como uma forma de evitar problemas: “ele está na fase do eu não vou para ali porque senão já sei que vai dar porcaria”.
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Pedro, por sua vez, garantiu que tinha “muito apreço” por João Ventura e que até tiveram “duas ou três conversas saudáveis”. No entanto, a falta de comunicação diária impedia um confronto direto, mas o potencial existia, admitiu.
Questionado por Cláudio Ramos sobre a sua própria personalidade na casa, Pedro foi taxativo: “Não, eu acho que não. Se eu dormir bem, acho que não”. Acrescentou que era “fiel” às suas convicções, mostrando o “Pedro Mendes” que é tanto dentro como fora do ‘Big Brother’. “Eu vim para mostrar aquilo que é o Pedro Mendes, que é tanto na casa do ‘Big Brother’ como fora da casa exatamente o mesmo. E esse foi o meu propósito”, sublinhou.
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Ainda a propósito das nomeações, Pedro recordou uma polémica gerada com Sara, onde se recusou a dar um adjetivo negativo a um aliado. “Se a pessoa fosse minha aliada, foi essa discussão toda que foi gerada à volta da discussão com a Sara”, lembrou. Explicou a sua lógica: “Se eu, quando entro num reality show, à partida eu parto do pressuposto que se eu for colocado numa situação em que eu posso, eu vou ter que escolher alguém com um adjetivo negativo, isso pode trazer consequências graves para aquela pessoa.” Por isso, se um aliado fosse “invisível”, ele não o nomearia para o proteger.
Na sua perspetiva atual, Pedro identificou Ana Luísa como uma concorrente “invisível”. “Acredito que seja invisível neste momento para mim. Não sei qual é que é a dinâmica da Ana Luísa cá fora, mas a Ana Luísa lá dentro transmite pouco”, atirou, apesar de Cristina Ferreira ter lembrado que Ana Luísa já tinha sido salva em primeiro lugar.
A conversa rumou depois para o “triângulo” Nuno e Raquel, uma das narrativas mais quentes do programa. Pedro descreveu a situação como “delicada”. Referiu que a sua ligação a Nuno foi imediata: “Foi uma questão delicada porque de um lado tenho o Nuno, que eu queria uma conexão instantânea. No momento em que entrei naquela casa, olhei para o Nuno, o Nuno olhou para mim, identificámos um com o outro. E então é uma pessoa que eu vou levar fora do programa.” Contudo, confessou ter “muito carinho pela Raquel”, que considerava “não estar a ser tão compreendida” na casa, o que o deixava “dividido”.
Pressionado por Cláudio Ramos a tomar uma posição, Pedro não hesitou. “Eu disse ontem na gala, se eu tivesse que escolher um lado, eu escolhia o lado do Nuno”, revelou. Justificou a sua escolha ao perceber, ao longo de “duas, três semanas”, que “o Nuno estava com menos energia na relação e havia muitas situações da Raquel a falar do Nuno”, ao contrário do que acontecia com Nuno. Cristina Ferreira frisou que se tratava apenas de uma “potencial relação”, dado que nunca houve um relacionamento formal entre os dois concorrentes.
Sobre o choro de Raquel quando Nuno lhe disse que não queria nada, Pedro admitiu que ficou com dúvidas. “Esse choro da Raquel, eu aí senti, afinal, será que a situação foi ao contrário?”, questionou-se. No entanto, não teve dúvidas sobre a atitude de Nuno, que o procurou para desabafar. “O Nuno veio ter uma conversa comigo e disse, depois de ter tido a conversa com a Raquel, dizer-lhe que não pretendia continuar com este enredo ou que não tinha interesse nela amoroso, de jogo”, contou. Pedro elogiou a honestidade do amigo: “Nuno, eu respeito mesmo imenso isso porque tiveste a atitude de, estando num reality show e numa situação em que há muitos concorrentes que chegam aqui e se calhar tentam criar esse enredo ou então seguir com esse enredo para poder ficar cá, tu tiveste a atitude e a postura de chegar ali e dizer, eu quero terminar isto”. Cristina Ferreira acrescentou que esta decisão “podia ser até benéfico para ele”.
Pedro esclareceu que nunca abordou o assunto Nuno com Raquel. “Eu nunca falei com a Raquel sobre o Nuno. Não, eu só confortava a Raquel porque eu não gostava de a ver a chorar”, garantiu, revelando que lhe dizia: “Eu sei disso, não te quero ver a chorar. Não chores.”
Finalmente, os apresentadores quiseram saber se o choro de Raquel era genuíno ou estratégico. Pedro defendeu a autenticidade: “Eu acho que é genuíno, acho que não é de propósito. Então, ouvir a Raquel a chorar à minha frente, aquele choro…”. Admitiu que ela “provavelmente não” entendeu a rejeição de Nuno e que, ao vê-la chorar, sentiu “pena”. “Honestamente, eu acredito que foi genuíno”, reiterou. “O sentimento de rejeição pode ter gerado nela esta questão de, pá, os sentimentos mais à flor da pele, ficado mais reativa, se calhar até dizer coisas que nem queria. Mas acredito que tenha sido o sentimento de rejeição mais do que propriamente uma segunda intervenção”, concluiu Pedro.