“Porque é que sou eu a financiar isto?”: O arraso monumental de Tânia Laranjo aos subsídios do Governo
Neste quarto texto (não prometo que seja o último), acho que finalmente percebi a medida dos carros eléctricos. E partilho um exemplo que me parece elucidativo: Há dias, o CM noticiou uma operação da PSP em casas junto ao antigo bairro do Aleixo. Numa delas foi encontrado um mealheiro com mais de 45 mil euros. O morador vivia de RSI e tinha direito a casa camarária. Nos rendimentos declarados não chegava sequer ao salário mínimo. Há quem trabalhe o mês inteiro, receba 920 euros brutos e fique de fora porque ganha demasiado. É preciso ter azar. Uma pessoa trabalha, desconta e ainda acaba prejudicada por isso. O Estado comparticipa 80% da compra de um carro eléctrico, até 15 mil euros de valor elegível. Pagamos nós, claro. A ideia é ajudar quem tem poucos rendimentos, mas precisa de ter milhares de euros disponíveis para pagar os restantes 20%. Uma espécie de pobreza com entrada inicial. O nosso protagonista está em prisão preventiva, no âmbito de uma investigação por tráfico de droga. A presunção de inocência é sagrada. E a casa camarária também não se tira assim, obviamente. Com um mealheiro daqueles, talvez até possa escolher a cor do eléctrico. E pronto. Quarto texto. Finalmente percebi a medida. Só ainda não percebi porque é que sou eu, que desconto, que tenho de financiar esta experiência
Através de um exemplo insólito resultante de uma operação policial no Porto, a comunicadora lamentou que os contribuintes acabem por pagar do seu bolso medidas com falhas evidentes.
Tânia Laranjo utilizou novamente as suas redes sociais para tecer duras críticas aos apoios estatais para a aquisição de veículos elétricos. A jornalista da CMTV recorreu a um caso mediático recente para ilustrar a sua indignação face aos critérios da medida que prevê a comparticipação de 80% na compra destes automóveis, até um limite de 15 mil euros.
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Para demonstrar o que considera ser uma falha gritante no sistema, a comunicadora recordou uma operação da PSP em habitações próximas do antigo bairro do Aleixo, no Porto. “Neste quarto texto (não prometo que seja o último), acho que finalmente percebi a medida dos carros elétricos. E partilho um exemplo que me parece elucidativo“, começou por escrever, lembrando que as autoridades encontraram na posse de um morador um mealheiro com mais de 45 mil euros.
O insólito, segundo a jornalista, reside no facto de o suspeito viver do Rendimento Social de Inserção (RSI) e usufruir de uma casa camarária, não atingindo sequer o salário mínimo nos seus rendimentos declarados.
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O cenário descrito serviu de rampa de lançamento para expor a frustração de quem cumpre as suas obrigações fiscais de forma rigorosa. “Há quem trabalhe o mês inteiro, receba 920 euros brutos e fique de fora porque ganha demasiado. É preciso ter azar. Uma pessoa trabalha, desconta e ainda acaba prejudicada por isso”, lamentou. Tânia Laranjo ironizou ainda com a exigência financeira da medida de apoio: “A ideia é ajudar quem tem poucos rendimentos, mas precisa de ter milhares de euros disponíveis para pagar os restantes 20%. Uma espécie de pobreza com entrada inicial“.
A reflexão terminou com um tom vincadamente sarcástico sobre o destino do indivíduo detido, que se encontra em prisão preventiva no âmbito de uma investigação por tráfico de estupefacientes.
Sublinhando que a presunção de inocência prevalece e que a habitação social não é retirada de imediato, a jornalista atirou: “Com um mealheiro daqueles, talvez até possa escolher a cor do elétrico“. O desabafo culminou com uma questão incisiva deixada aos seguidores sobre o peso dos impostos: “E pronto. Quarto texto. Finalmente percebi a medida. Só ainda não percebi porque é que sou eu, que desconto, que tenho de financiar esta experiência“.
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