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Psicóloga traça perfil assustador de Mariana Fonseca após detenção na Indonésia: “Ausência total de culpa”

A ex-enfermeira condenada a 23 anos pelo homicídio de Diogo Gonçalves foi apanhada em Jacarta. Sílvia Botelho analisou o caso no programa Rua Segura da CMTV.

A fuga de Mariana Fonseca chegou ao fim. A ex-enfermeira, condenada a 23 anos de prisão pelo homicídio e desmembramento do jovem Diogo Gonçalves, no Algarve, em 2020, foi detida pelas autoridades indonésias em Jacarta.

A recusa da criminosa em regressar a Portugal esteve em destaque no programa Rua Segura da CMTV, onde a psicóloga Sílvia Botelho traçou um perfil implacável e perturbador da fugitiva.

Confrontada com o facto de Mariana tentar a todo o custo evitar a extradição, a especialista não teve dúvidas em classificar a atitude como uma fuga desesperada à realidade e às consequências dos seus atos bárbaros, explicando o estado de negação da jovem de forma taxativa: “Bem, no fundo, o primeiro de tudo é que arranja tudo e mais alguma coisa para fugir à responsabilidade. No fundo, ela tem que pagar por aquilo que fez, tem que assumir aquilo que fez, e claramente, do ponto de vista psicológico, é uma pessoa que não quer de todo assumir a responsabilidade que esteve presente.”

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O facto de Mariana ter formação na área da saúde e o seu foco obsessivo no próprio umbigo foram os pontos que mais chocaram a psicóloga durante a análise clínica.

Sílvia Botelho destacou o contraste assustador entre a vocação para cuidar do próximo e a frieza da execução do crime, sublinhando a falta de remorsos da homicida: “Claramente, aqui é uma ausência total de culpa. Ela acha que não é culpada, acha que não é responsável, e isso claramente tem aqui um perfil psicológico de falta de empatia para com o outro. (…) E depois também é chocante pelo perfil desta jovem. Ela é uma jovem claramente integrada, ela é enfermeira, ainda por cima tinha uma profissão para ouvir, supostamente era para proteger e cuidar dos outros, e de repente é acusada de homicídio de um crime tão bárbaro como este.”

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Para a comentadora da CMTV, o discurso de Mariana baseia-se numa transferência de culpa constante para a antiga companheira e co-arguida no processo.

A especialista desmontou esta tática, garantindo que o complexo de vítima é uma manobra premeditada para tentar limpar a imagem: “E depois tinha este discurso muito penoso, ou seja, muito sofrido, como se ela é que fosse a vítima. A forma como ela descreve, parece que ela é que está colocada num sítio de uma cabala, que a outra é que fez tudo. Isto é um discurso muito comum.”

A rematar a sua intervenção, a psicóloga frisou que o nível de gravidade do crime exige um cumprimento efetivo da pena, rejeitando qualquer ilusão da fugitiva de poder reconstruir a vida no estrangeiro como se nada tivesse acontecido.

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