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Ricardo Ribeiro lança novo álbum e anuncia regresso aos Coliseus: “Sou um português renascentista”

Em entrevista à revista Vidas, o fadista falou sobre o novo disco "A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe", refletiu sobre os 30 anos da sua estreia na Grande Noite do Fado e a inquietude que o move.

O fadista Ricardo Ribeiro tem um novo trabalho no mercado. Intitulado “A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe”, o álbum inclui os dois singles lançados ao longo de 2025: “Má Sorte” e “Maré”, este último a contar com a participação especial de Ana Moura.

O lançamento serve de mote para os grandes concertos agendados para os Coliseus de Lisboa e Porto em janeiro do próximo ano, mas também para uma reflexão profunda sobre a vida e a arte.

Numa entrevista intimista concedida à revista Vidas, que chegou às bancas este sábado, o cantor abordou não só os seus novos caminhos musicais, como também recordações de infância e o problema da obesidade.

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Questionado sobre a origem do título do novo disco, Ricardo Ribeiro explicou que a alma precisa da arte para perceber que “às vezes cabe em muitos sítios e outras vezes em sítio nenhum”. A inspiração, revelou, surgiu de leituras marcantes feitas no ano passado: “O título deste disco tem muito a ver com um poeta de quem eu gosto muito, que se chama Raul de Carvalho, e que li muito durante o ano de 2025. Fui muito inspirado por ele e também por uma poetisa chamada Adélia Prado, que diz que ‘pior que o medo de almas do outro mundo é o medo da alma do mundo do outro’.”

A insatisfação e a inquietude continuam a ser os grandes motores da criatividade de Ricardo Ribeiro. O fadista assume essa característica de forma frontal, comparando a sua sede de conhecimento à de épocas passadas. “Pode ser prepotente da minha parte, mas eu digo sempre que sou um português renascentista. É pela curiosidade e pela inquietação que vem de dentro de mim, e que o mundo me dá, que procuro sempre buscar novos caminhos e novas coisas, de encontrar o belo onde ainda não foi visto. É essa a minha missão”, confessou.

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Este ano marca também um redondo e importante aniversário: passaram-se exatamente 30 anos desde a sua primeira participação na Grande Noite do Fado, em 1996. Para o cantor, revisitar esse passado é uma ferramenta essencial para não se deixar estagnar.

“Tenho as melhores memórias e devo dizer que recorro muitas vezes a esse tempo na minha cabeça e no meu coração, para que não se perca a chama e para que o fogo continue vivo”, recordou com emoção. Consciente dos altos e baixos da carreira e da vida pessoal, Ricardo Ribeiro explicou como essas lembranças de juventude o ajudam a manter o rumo. “Nessa altura era um fogo com uma ânsia de conhecer, de fazer, de cantar e de explorar. Às vezes a vida pode levar-nos a acomodar e é quando eu sinto isso que recorro a esses tempos para me lembrar de como isto é bonito. Às vezes há desilusões na vida e a maneira de desafiar a própria desilusão é ir a essas memórias.”

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