Rita Almeida marcou presença no programa Dois às 10, da TVI, onde abordou o trágico e inesperado falecimento de Maycon Douglas.
Em conversa com Cláudio Ramos, a ex-concorrente do reality show recordou o amigo e revelou como tem lidado com o luto nesta fase delicada.
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Sobre o impacto da perda, a jovem explicou que tentou ser um pilar para os que a rodeavam e guardou a sua dor. A convidada desabafou: “Eu nunca toquei muito neste assunto, porque isto mexeu mesmo muito comigo e eu sinto que nessa altura eu fui mais colo do que tive colo. E então eu sentia que tinha que ser a força naquele momento. Acho que foi um momento, sim, que nos unimos muito, tanto nós os dois como todos os outros concorrentes.”
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A dificuldade em aceitar a morte do jovem foi um dos temas mais dolorosos da conversa. A ex-concorrente confessou: “Foi uma notícia que ninguém estava à espera, ninguém percebeu. Eu tentei perceber o porquê, porque acho que me fazia sentido perceber o porquê, e falei com as pessoas que tinham que falar. Obviamente nunca percebemos, mas tentei perceber e colocar-me no lugar.” Visivelmente emocionada, lamentou: “Mas é duro, é muito duro. É uma pessoa que viveu connosco.”
Recordando os tempos que passaram juntos, Rita Almeida revelou detalhes sobre a forte ligação que mantinham. Ela explicou: “Eu e o Maycon tínhamos uma amizade que foi construída na casa, nós no início não nos dávamos bem. Não sei porquê, mas nós alinhámos lá dentro. Era comigo que ele ia desabafar, era comigo que ele ia perguntar se estava certo, se não estava certo.” A relação pautou-se sempre pela reserva, como fez questão de sublinhar: “Sempre foi uma amizade discreta, nunca foi nada para mostrar. Tivemos muitas conversas, só os dois, mas era tudo muito discreto. Acho que ele também era muito discreto nisso.”
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A ausência de sinais de alerta e de um pedido de ajuda continua a inquietar a convidada. Perante Cláudio Ramos, questionou: “Tu consegues entender? Eu não entendo. É um jovem, tinha a vida toda pela frente.” O silêncio que antecedeu a tragédia é o que mais lhe custa compreender: “A única coisa que eu não entendo é por que é que se calhar às vezes não houve uma chamada, não houve uma mensagem, não houve…” O apresentador notou que não houve um sinal visível, algo que Rita confirmou: “Nada, nada, não percebemos nada. Acho que nesta situação ninguém percebeu.”
Na reta final da entrevista, refletiram sobre a forma como a sociedade lida com o sofrimento e a tendência para mascarar a dor psicológica. Cláudio Ramos apontou que as pessoas muitas vezes perguntam se está tudo bem apenas por cortesia e seguem com as suas vidas. Rita concordou e analisou a postura fechada de Maycon: “Vão ao fundo, sim, sim. E acho que ele também não demonstrava muitos sentimentos. E acho que quando nós não demonstramos muitos sentimentos, nós dizemos, ah sim, está tudo bem. E as pessoas acham que já está tudo bem, mas não está. Nós temos sempre problemas dentro de nós que não queremos passar para fora.” A emissão encerrou com um apelo à abertura, sublinhando que é essencial dar tempo para ouvir quem precisa de falar.