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Rui Pereira alerta para danos graves dos reality shows na saúde psíquica: “Como os maços de tabaco”

O antigo ministro da Administração Interna arrasou o formato do Secret Story 10

O antigo ministro da Administração Interna e professor de Direito arrasou o formato do SS10 e, criticou duramente a “imaturidade” do público e a devassa da vida privada em nome das audiências.

O eminente jurista e professor de Direito começou por declarar o seu total “desinteresse” por este género de formatos, classificando-os como o oposto da arte e da cultura “Deveriam ter um invólucro como os maços de tabaco, avisando que podem provocar danos muito graves para a saúde, neste caso psíquica“, disparou o antigo ministro, referindo-se à forma como a vida alheia é exposta para deleite público como um “desfiar de banalidades“.

O professor focou a sua análise técnica nos direitos fundamentais previstos no artigo 26.º da Constituição, nomeadamente o direito à imagem e à reserva da intimidade da vida privada. Rui Pereira lembrou que a violação destes direitos pode constituir o crime de devassa da vida privada, previsto no artigo 192.º do Código Penal, ou implicar indemnizações civis e medidas cautelares para impedir a transmissão de imagens.

Contudo, o jurista mostrou-se particularmente “benzado” com a reação emocional dos telespectadores ao triângulo amoroso entre Diogo, Eva e Ariana “O que é que têm de ficarem indignadas? O que é que elas têm a ver com a vida dos outros?“, questionou, classificando a revolta nas redes sociais como uma manifestação de “imaturidade” e “infantilidade”.

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Rui Pereira sugeriu ainda a criação de uma ferramenta jurídica de proteção para os concorrentes, semelhante a um “botão de pânico” utilizado em casos de violência doméstica, que permitisse interromper a divulgação de conteúdos quando estes atingissem o limite das capacidades psíquicas dos envolvidos “É essencial que as pessoas quebrem esta relação quando virem que estão no limite das suas possibilidades“, explicou, alertando para cenários extremos: “Pensa em hipóteses de suicídio, hipóteses de grande risco, em que de facto o botão de pânico seria útil“.

Para o antigo ministro, o sucesso destes programas assenta justamente na exploração da fragilidade de quem assiste “Se as pessoas não fossem infantis e imaturas não estavam com os olhos pregados à televisão a ver se António trai Beatriz com Carlota“, concluiu, reiterando que a “triangulação amorosa” de três jovens não deveria ter qualquer relevância para o público, que se transforma em “procurador de uma jovem que foi traída” num comportamento que apelidou de “linguagem do século XIX”.

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