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Saúde Mental: Kiko is Hot rompe o estigma dos antidepressivos

Francisco revela como a medicação e a terapia foram determinantes para vencer a apatia

Como o criador de conteúdos transformou a vulnerabilidade em força ao admitir que já não conseguia cumprir os “mínimos” da vida.

A “armadura” de Kiko is Hot deu lugar à vulnerabilidade de Francisco Soares numa entrevista impactante da RTP “Olhos nos Olhos”, quando o influenciador confessou que, há cerca de quatro anos – no rescaldo crítico da pandemia -, mergulhou num estado de apatia tão profundo que a própria existência se tornou um esforço logístico impossível de gerir. O relato serve como um manifesto contra o preconceito que ainda rodeia o uso de psicofármacos.

Para Francisco, o momento mais assustador foi a perda absoluta de ambição e o desaparecimento das paixões pois o que antes trazia alegria, passou a ser sentido como um fardo “pesado”: “Chegou ao ponto onde as pequenas coisas se tornaram um esforço imenso. Sair da cama, cozinhar algo… Sair à rua para ir ter com um amigo, coisas que me traziam felicidade, de repente eram pesadas“, desabafou durante a conversa.

Um dos pontos fulcrais do testemunho foi a desconstrução da vergonha associada ao tratamento medicamentoso e, Francisco Soares recorreu a uma comparação física para ilustrar a lógica biológica da depressão, desafiando a ideia de que a saúde mental é uma questão de “força de vontade”.

Se eu chegasse aqui com a perna partida, ia parecer ridículo não tomar nada (…) Mas para a cabeça, se tu disseres: ‘Eu não estou a produzir dopamina’, as pessoas ainda têm muito preconceito“, lamentou. O influenciador sublinhou que a medicação não substitui o trabalho da psicoterapia, mas funciona como a fundação necessária para que esse trabalho possa sequer começar: “Para mim, os antidepressivos que comecei a tomar salvaram-me.

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A recuperação de Francisco não foi imediata, mas permitiu-lhe redescobrir a “gratidão pelas pequenas coisas” – um conceito que ele admite parecer clichê, mas que é a base da sua estabilidade atual e, hoje aos 31 anos, o influenciador valoriza o café da manhã ou uma chamada de um amigo como conquistas maiores do que o êxtase material da compra de uma casa.

Ao partilhar esta jornada, Francisco Soares não procura apenas relatar a sua história, mas sim procura normalizar a conversa sobre a química do cérebro e, ao afirmar que “nós não somos robôs” e que a felicidade é um estado “frágil que nos pode escapar se não estivermos atentos“, Kiko is Hot deixa de ser apenas um criador de conteúdos para se tornar um aliado público de todos os que, em silêncio, lutam para sair da cama todos os dias.

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