Sónia Jesus confrontada com as decisões no jogo… e Francisco Monteiro não perdoa
A semana de comando da concorrente dividiu opiniões entre os colegas de casa.
A semana de liderança de Sónia Jesus esteve em análise na gala deste domingo, 18 de outubro, do ‘Big Brother’. Em conversa com Maria Botelho Moniz, a concorrente passou em revista os últimos dias na casa e ouviu as opiniões dos companheiros sobre as opções que tomou.
A apresentadora quis saber se a experiência tinha correspondido às expectativas, questionando se esta não deveria ter sido a melhor semana no jogo. Sónia reconheceu que o percurso teve altos e baixos: “Em certa parte foi, mas poderia ter corrido melhor se eu tivesse gerido melhor as minhas emoções no início da semana. Mas acredito que nada acontece por acaso. Eu disse na outra gala que peço sempre a Deus que as coisas sejam feitas da vontade de Deus, e creio que esta semana foi exatamente como tinha de ser. Estou muito feliz e orgulhosa desta minha liderança, porque usei os meios que uso no dia a dia com as minhas funcionárias. Acho que correu bem, independentemente de alguns percalços.”
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Confrontada sobre o que mudaria caso repetisse o papel, a concorrente admitiu mexidas práticas, embora mantenha a fidelidade aos sentimentos: “Fazia coisas diferentes. Nas escolhas para o quarto do líder faria de outra forma, punha outros pontos, mas ia na mesma fazer tudo aquilo que sentia, porque acho que esta é a linha que me leva a ter sucesso na vida, é seguir sempre aquilo que sinto. Fazia algumas coisas diferentes, mesmo a nível de distribuição das tarefas. Já tinha outras ideias e punha em prática outras coisas, mas estou orgulhosa na mesma.”
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A conversa passou depois para as peripécias da semana, com destaque para a incursão de Miguel Vicente na despensa. Questionado por Maria Botelho Moniz sobre uma eventual tentativa de sabotagem, Miguel desfez as dúvidas e elogiou o trabalho da colega: “Eu queria brincar um bocadinho só, nada contra a Sónia. De todas as lideranças, foi a que foi melhor gerida. Gostei muito da forma com que a Sónia organizou o grupo, distribuiu as tarefas. Acho que correu tudo bem e que a Sónia até agora deve ter sido a melhor liderança.”
A avaliação positiva mereceu a concordância imediata de Ana Sousa, mas Francisco Monteiro trouxe outro tom à conversa. Chamado a intervir sobre a decisão do colar vermelho atribuído a Miguel, Francisco explicou a conversa que teve com a líder: “Cobrei, sem dúvida alguma que cobrei. Há aqui duas pessoas que são as mais próximas de mim, pelo menos em termos de confiança, que é a Noélia e a Sónia. Confio a 100% na Sónia. Depois falámos do assunto, acho que a Sónia percebeu o meu ponto. Na altura não tinha pensado sequer naquilo que poderia acontecer, apenas expus o meu ponto e demorámos alguns minutos a entender-nos.”
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Sobre a postura da colega perante o jogo, Francisco deixou um alerta: “A Sónia tem sido uma grande surpresa para mim aqui, tem sido uma concorrente incrível. Não a conhecia, mas acho que aquilo que a pode trair é sem dúvida alguma isso. A Sónia tem uma essência incrível e acho que é o que a faz brilhar. Se nós perdemos a nossa essência para caber no mundo de alguém, acabamos por nos anular completamente. E é isso que a Sónia faz relativamente à Helena.”
Ana Sousa também avaliou a gestão emocional da líder, apontando a insegurança que por vezes transparece: “A Sónia sabe que se fosse um bocadinho mais estratégica ou colocasse certas emoções de lado, tomaria se calhar decisões que a deixavam num lugar mais seguro e mais confortável. O lugar do coração leva-nos sempre ladeira abaixo porque as emoções são de sobe e desce. Se formos nesse sobe e desce, não temos controlo sobre aquilo que estamos a sentir, sobre aquilo que estamos a dizer. É bom sermos pessoas sensíveis, mas também sermos seguros com as decisões sensíveis que temos. Se a Sónia proteger um bocadinho mais o seu coração, vai muito longe neste jogo.”
Ana explicou ainda que essa postura pode trazer desilusões à colega: “A Sónia tem um bom coração, uma boa índole e vê coisas positivas nos outros. Vai nessa onda de que as pessoas são boas, que não eram capazes disto ou daquilo, e depois vem a surpresa ao longo do tempo e tem de ir gerir essa expectativa ou o sentimento de desilusão. O facto de ter estado menos atenta ou ter sido menos crítica faz com que tenha esses pensamentos sobre ela, não só sobre a outra pessoa. Gerir isso é a parte emocional que causa aqui altos e baixos.”
Sónia concordou com a análise e assumiu que precisa de ajustar a postura: “Percebo exatamente aquilo que a Ana me quis dizer. Acho que às vezes tenho de ser um pouco mais racional, só que sigo sempre a minha linha de sentimentos. Percebi também o ponto do Francisco. O Miguel foi lá e tirou uma imunidade, mas pensando estrategicamente, se fosse lá e tirasse a pulseira, isso também colocaria o Francisco numa posição má. Acho que às vezes tenho de ser um bocadinho mais racional e estratégica, porque isto no fundo é um jogo. É pensar nas consequências e não seguir tanto o meu coração. Vou tentar pensar mais.”