Tânia Laranjo defendeu a atuação da justiça com base nos dados públicos, enquanto Maria João Marques criticou a medida de coação e levantou suspeitas sobre a conduta da comunicadora.
A decisão judicial que colocou em liberdade o homem suspeito de envolvimento nos disparos que atingiram uma turista na Baixa de Lisboa gerou uma forte reação pública e resultou num aceso confronto de opiniões nas redes sociais entre a comentadora Maria João Marques e a jornalista Tânia Laranjo.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
A polémica teve início após a comentadora da SIC Notícias expressar o seu descontentamento perante a aplicação de medidas de coação não privativas de liberdade ao indivíduo, que havia sido detido pela PSP no âmbito de um processo de violência doméstica. “O/A juiz que libertou o criminoso que disparou a bala que acertou na turista sueca na Baixa de Lisboa, fê-lo porque estava com vontade de dar mais votos no Chega, certo? É que não há outra justificação. De qualquer maneira, como lisboeta, agradeço muito a dito/a juiz deixar à solta nas ruas da cidade quem anda a disparar tiros potencialmente mortais“, atirou Maria João Marques.
Leia também: Pedro Chagas Freitas é familiar de uma concorrente do ‘Big Brother Verão’? Revelação de concorrente surpreende todos.
Perante a tomada de posição, Tânia Laranjo interveio para questionar a consistência dos elementos de prova que sustentavam a acusação no momento da apresentação a tribunal. “Será que a prova era consistente? É uma pergunta retórica, mas não tenho a certeza da resposta“, contrapôs a jornalista da CMTV.
A observação não agradou a Maria João Marques, que reagiu com um ataque pessoal e referências a episódios do seu passado profissional. “Vindo de jornalistas, e sabendo eu como devassaram as minhas comunicações com um certo advogado da Abreu, sobretudo junto de gente da comunicação social, sempre que vejo expressões (não totalmente a propósito) usadas por mim nessas comunicações, fico a achar que foi mais uma que não tem mais nada que fazer na vida se não ler as efabulações de um aldrabão (…) E que por alguma questão de tribalismo me quer mostrar que ‘sabe’“, afirmou a comentadora.
Leia também: Harry e Meghan Markle enfrentam “ameaça” na habitação
Sem recuar no debate, Tânia Laranjo sustentou a sua análise nos factos apurados pelas autoridades e explicou as limitações do enquadramento penal aplicado ao caso. “Os jornalistas não têm acesso a tudo. Eu não tenho. Mas li o jornal e fiquei esclarecida. O suspeito não foi preso pelo tiro. Ou seja, mesmo para quem prende a prova não existe. Insisto mesmo assim: não conheço o despacho, limito-me aos factos que são públicos e que dou como verdadeiros. E se não foi preso pelo disparo como é que o juiz podia prender pelo disparo?“, rematou a jornalista.