Tânia Laranjo indignada com “pseudo-alta burguesia” que recusa pagar voo de regresso do Médio Oriente
A jornalista recorreu às redes sociais para criticar a atitude de quem regressou do Dubai. O alvo foram os cidadãos que protestam contra a fatura apresentada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A escalada de tensão no Médio Oriente obrigou o Ministério dos Negócios Estrangeiros a organizar operações de repatriamento para retirar cidadãos portugueses da região.
No entanto, as queixas de alguns destes viajantes por terem de suportar os custos da viagem de regresso geraram indignação, com Tânia Laranjo a assumir a linha da frente das críticas num forte desabafo partilhado nas redes sociais.
A jornalista não poupou na ironia e baseou a sua reflexão num apanhado televisivo feito por Ricardo Araújo Pereira, que expôs a postura descontraída e algo sobranceira de vários turistas nacionais que se encontravam nos Emirados Árabes Unidos durante o agravamento do conflito, criticando duramente esta atitude: “Ontem, nas entrevistas selecionadas por Ricardo Araújo Pereira a portugueses regressados do Dubai, ficou bem evidente a atitude de uma certa pseudo-alta burguesia portuguesa que passa férias nos Emirados e se sente superior aos restantes. Houve de tudo: um senhor que dizia achar ‘interessantes’ as bombas que caíam; outro que garantia que ali era muito seguro e que, no Rossio, correria mais risco de ser assaltado. Houve ainda uma senhora, num cruzeiro, que afirmava estar perfeitamente tranquila, mesmo com explosões ao fundo.”
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O contraste entre a arrogância demonstrada perante o perigo e a indignação face à conta apresentada pelo Estado português foi o ponto central da crítica de Tânia Laranjo.
A comunicadora repudiou a ideia de que o erário público devesse suportar o resgate de quem optou por minimizar o risco até ao último momento, rematando o seu raciocínio de forma implacável: “O mais curioso é que muitos destes mesmos viajantes são agora os que protestam por terem de pagar a viagem de regresso organizada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Pelos vistos, as bombas são ‘interessantes’, a segurança é ‘exemplar’, os cruzeiros continuam agradáveis… mas a conta já não tem graça nenhuma. Talvez alguém lhes devesse ter explicado que o pacote turístico não incluía seguro pago pelos contribuintes.”
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