Taylor Swift celebra 20 anos do primeiro álbum sem anunciar regravação
Lançado a 24 de outubro de 2006, o trabalho homónimo vendeu 40 mil cópias na primeira semana e mudou o rumo da artista..
Taylor Swift celebra este sábado, 24 de outubro, o 20.º aniversário do lançamento do seu álbum de estreia homónimo.
A página oficial da cantora na internet assinalou a data com confetis e fotografias das diferentes fases da sua carreira, num tributo que pôs os admiradores de todo o mundo à procura de pistas sobre o próximo lançamento. Apesar de Taylor já ter revelado que regravou este primeiro trabalho e de a data parecer propícia para uma grande revelação, até ao momento da publicação não foi anunciada qualquer novidade.
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A ausência de um anúncio deixou o público a citar ‘Sparks Fly’, tema de 2010 incluído no disco ‘Speak Now’, no qual a artista cantava: “E eu poderia esperar pacientemente, mas desejava mesmo que largasses tudo agora”.
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O disco ‘Taylor Swift’ chegou ao mercado a 24 de outubro de 2006. Na altura, antes dos estádios esgotados, das amizades em Hollywood, das pistas escondidas com precisão ou da capacidade de transformar cada álbum num evento global e cada ex-namorado num potencial êxito, existia apenas uma jovem de 16 anos. Tinha caracóis loiros, uma guitarra acústica e o talento para relatar os seus dramas adolescentes de um modo apelativo e comercial. Com uma capa de estética marcada pelos anos 2000, o alinhamento reunia onze canções country-pop de uma rapariga da Pensilvânia que sonhava conquistar Nashville, sem imaginar que, duas décadas depois, teria conquistado praticamente tudo o resto.
Na primeira semana, as cerca de 40 mil cópias vendidas apontavam para uma artista promissora e não ainda para um fenómeno à escala mundial. As vendas cresceram de forma constante com a ajuda das rádios country e do passa-palavra. O trabalho manteve-se na primeira posição da tabela Top Country Albums da Billboard durante 24 semanas e gerou cinco singles certificados com platina nos Estados Unidos.
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A revista ‘People’ recordou a origem deste disco de estreia, recuperando episódios que parecem saídos de um guião de cinema juvenil. A história começou numa quinta de árvores de Natal em Wyomissing, na Pensilvânia, onde Taylor cresceu num cenário digno de um filme do canal Hallmark. Em 2004, quando a futura estrela pop tinha 14 anos, a família mudou-se para o Tennessee para apoiar as suas ambições na música. Pouco tempo depois, tornou-se a compositora mais jovem de sempre a assinar contrato com a Sony/ATV Music Publishing.
Seguiu-se uma decisão ousada para alguém que ainda não tinha qualquer disco editado. Taylor tinha garantido um acordo de desenvolvimento com a RCA Records, mas optou por não avançar quando percebeu que o caminho proposto pela editora poderia implicar mais tempo de espera e menos liberdade criativa. Já nessa fase sabia o que pretendia: cantar os seus próprios temas, contar as suas histórias e decidir como devia soar a sua voz.
O rumo da sua carreira mudou num encontro com o executivo musical Scott Borchetta, que preparava o lançamento da Big Machine Records. Borchetta reconheceu de imediato o potencial da jovem e fez dela a primeira artista contratada da nova editora, num passo que ficou para a história da música e serviu de lição de teimosia aplicada aos negócios.
Entre as faixas do álbum inaugural está ‘The Outside’, escrita por Taylor aos 12 anos. A letra aborda a solidão, o sentimento de diferença e a sensação de observar o mundo a partir de fora enquanto todos os outros parecem saber para onde vão. Está aí parte do segredo do seu êxito: em vez de relatar vivências extraordinárias, a cantora sempre preferiu pegar em experiências comuns, muitas vezes dolorosas e embaraçosas, transformando-as em músicas com as quais milhões de pessoas se identificam. Os amores, as cidades e os géneros musicais mudaram ao longo de vinte anos, mas a fórmula continua a funcionar e a rapariga que se sentia excluída nunca deixou de escrever.
Desde esse dia de outubro de 2006, Taylor somou catorze prémios Grammy, mudou de registo musical, fez digressões que bateram recordes e travou uma longa batalha pelo controlo das suas próprias gravações. Já este ano, tornou-se a mulher mais jovem a entrar no Songwriters Hall of Fame, uma distinção que fecha o ciclo para a rapariga determinada que, na sua quinta, sonhava atuar nos palcos do mundo inteiro.