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Tensão no «Passadeira Vermelha»: Hugo Mendes aperta Nelson Lisboa após polémica com Sofia Ribeiro

"Vulgar ou banal?": Hugo Mendes encosta Nelson Lisboa à parede por causa de Sofia Ribeiro

No «Passadeira Vermelha» da Sic Caras, o especialista em moda explicou a distinção entre a condição natural e o uso de extensões num evento de gala.

A passagem de Sofia Ribeiro pela 30.ª gala dos Globos de Ouro continua a gerar intensa discussão e desta vez, nos ecrãs da SIC Caras pois, após ter afirmado na manhã da estação que o penteado volumoso da atriz trazia “alguma vulgaridade ao look”, Nelson Lisboa marcou presença no «Passadeira Vermelha» desta terça-feira, 29 de setembro, onde acabou confrontado por Hugo Mendes quanto ao peso das palavras utilizadas.

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O comentador não hesitou em questionar o fundamento do adjetivo que desencadeou a indignação da artista nas plataformas digitais. “Eu não entendo nada de moda e quando ouvi o teu comentário fiquei a pensar no porquê da palavra vulgaridade. Ou seja, porque vulgar tem vários significados. Não sei em que contexto é que utilizaste, mas de que forma é que um penteado, saindo até da Sofia, um penteado ondulado pode conferir vulgaridade a um look?“, inquiriu Hugo Mendes, colocando em causa a mensagem transmitida aos telespetadores.

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Perante a interpelação, Nelson Lisboa procurou esclarecer a aceção técnica do termo, afastando qualquer tentativa de ataque moral à atriz. “Porque um penteado, se não estiver cuidado, torna-se mais casual, ou seja, mais apropriado para o dia a dia, para ir a um evento, um coquetel numa praia, um sunset. Se eu transporto a mesma roupa de um sunset para uma gala ou para uma passadeira vermelha, estou a trazer à passadeira vermelha vulgaridade. Vulgaridade é algo banal, é neste sentido da banalidade“, explicou Nelson Lisboa.

A resposta não satisfez de imediato Hugo Mendes, que insistiu no impacto da apreciação para quem tem caracóis por natureza: “Mas um cabelo ondulado é banal? (…) Mas se as pessoas tiverem um cabelo ondulado, devem alisá-lo? (…) Mas quem já o tem naturalmente assim, o que é que faz?“.

O comentador trouxe ainda para a conversa outras referências: “Se fosse a Taís Araújo ali com o seu cabelo natural, íamos achar todos muito bonito“.

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Nelson Lisboa rejeitou qualquer preconceito contra o cabelo ondulado ou afro, traçando uma linha clara entre a genética e as escolhas de caracterização para a passadeira vermelha. “Eu acho que há uma diferença na minha análise enquanto especialista em moda. Analisar se o cabelo é natural e é condição da pessoa, ou analisar, como ela escreveu e bem, que 80% daquele cabelo é sintético. E portanto, quando eu faço algo de forma artificial, eu estou no direito de dizer que não é bem conseguido“, sustentou, acrescentando: “Não foi isso que eu disse. Eu não disse, aliás, eu sugeri ela até levar umas ondas. É esta forma de caracóis, é o exagero nas extensões“.

A troca de impressões terminou com Hugo Mendes a sublinhar que o termo pode induzir em erro quem ouve em casa: “Eu sinto que a palavra vulgaridade, e não é a primeira vez que a usas para te referires à Sofia, (…) às vezes remete a certas coisas“.

Nelson Lisboa foi categórico a rematar o diálogo: “Vulgar não é ordinário. Quando um look é banal, eu atribuo esta palavra vulgar. Quando não está elegante o suficiente, exatamente“.

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