Desde o pouco tempo dedicado aos filhos até às relações amorosas do passado, o artista não escondeu os erros que cometeu ao longo da vida devido à entrega aos palcos e à vida noturna.
Victor Espadinha foi o convidado de Tânia Ribas de Oliveira na emissão de ontem do programa «A Nossa Tarde», na RTP1 e, numa conversa intimista e caracterizada pela sua habitual frontalidade, o ator e músico não deixou nenhum tema por abordar, passando pelas suas maiores irritações até chegar aos arrependimentos mais profundos e dolorosos da sua vida pessoal.
Sempre atento à atualidade – e leitor assíduo do Correio da Manhã desde o primeiro número -, o artista começou por apontar baterias à classe política, assumindo que é algo que o tira do sério. “Para certos indivíduos que falam na televisão, eu não aguento, da política (…) vou a correr mudar, no botão do televisor“, confessou. Indignado com as desigualdades sociais, Victor Espadinha criticou a falta de soluções: “Há hoje velhotes a viver com 300 euros por mês. E menos. Quer dizer, como é que isto é possível?“.
Contudo, por trás da voz crítica esconde-se um homem que assume chorar com facilidade pois, os animais, especialmente cães e cavalos, e as pessoas boas são o seu ponto fraco. “As pessoas que não têm medo de dizer a verdade, as pessoas que são capazes de ajudar outra, isso interessa-me muito“, explicou, visivelmente emocionado.
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O tom da entrevista tornou-se mais denso quando Tânia Ribas de Oliveira questionou o convidado sobre os seus arrependimentos e, para além de lamentar ter ido para Moçambique e de ter dado “tampas” a certas propostas profissionais, Victor Espadinha expôs o impacto negativo que a sua carreira e as noitadas tiveram na vida familiar. “Arrependo-me também de uma altura na minha vida em que eu andava só nos palcos e não sei quê, não ter dado atenção verdadeira aos meus filhos. Eles que me perdoem“, desabafou.
Numa rara demonstração de vulnerabilidade, assumiu falhas graves na paternidade. “Houve uma altura na minha vida que eu não fui capaz de ser pai“, declarou, estendendo o pedido de desculpas às mulheres que passaram pela sua vida amorosa. “Muitas, arrependo-me do mal que lhes fiz, de andar nas noitadas e trocar uma por outra (…) sou um pecador como outro qualquer“, admitiu com franqueza.
Apesar do peso do passado, o ator encerrou a conversa sublinhando o que de melhor conquistou e aquilo que o move diariamente, garantindo não ter dúvidas sobre o seu talento para a representação. “Orgulho-me do talento que eu tenho para o teatro. Epá, eu gosto muito do meu talento. Gosto mesmo (…) Adoro“, rematou.