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“A Odisseia”: A obra-prima de Christopher Nolan domina as bilheteiras mundiais e enche salas em Portugal

De Homero para o ecrã gigante: O épico de Christopher Nolan bate recordes de bilheteira

Com receitas globais que já superam os 588 milhões de euros, o épico baseado no poema de Homero prepara-se para ser o maior sucesso da carreira do cineasta.

“A Odisseia”, a mais recente superprodução cinematográfica com a assinatura de Christopher Nolan, continua a demonstrar uma força notável nas bilheteiras internacionais e a liderar as preferências dos espectadores no seu segundo fim de semana de exibição.

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No mercado da América do Norte (EUA e Canadá), a obra arrecadou cerca de 80 milhões de euros (87 milhões de dólares), de acordo com os dados apresentados pela indústria. O desempenho aproximou-se bastante das expectativas iniciais para o fim de semana de estreia, comprovando uma adesão continuada por parte do público.

O projeto da Universal Pictures apresentou uma “sustentação excecional”, nas palavras do especialista do setor David A. Gross, ao registar uma descida de apenas 29,6% face ao fim de semana de estreia doméstica, no qual tinha faturado aproximadamente 114,5 milhões de euros (124,5 milhões de dólares).

No histórico da indústria cinematográfica, raros foram os títulos com estreias superiores a 92 milhões de euros (100 milhões de dólares) a conseguir quebras tão residuais no segundo fim de semana, tendo como únicos exemplos recentes produções como “Wicked”, que desceu 27,9%, e “Top Gun: Maverick”, com uma quebra de 28,9%.

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Uma ou duas vezes por ano, um filme estreia em força e permanece em exibição durante muitas semanas… ‘A Odisseia’ está a demonstrar este tipo de capacidade de sustentação, algo que Christopher Nolan já conseguiu anteriormente“, sublinhou David A. Gross.

Fora do continente americano, o impacto da longa-metragem revelou-se ainda mais expressivo, com a descida em relação à estreia a fixar-se nuns raros 8,6%, traduzindo-se numa receita de 118 milhões de euros (128,3 milhões de dólares).

Esta tendência de salas cheias refletiu-se em Portugal de forma assinalável e, segundo os dados oficiais divulgados pelo ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual, 98.636 pessoas assistiram ao filme na semana de estreia, entre 16 e 19 de julho, número que se manteve praticamente inalterado entre 23 e 26 de julho, período em que 98.001 espectadores rumaram aos cinemas nacionais.

Inspirada na incontornável obra da literatura clássica atribuída a Homero, a narrativa acompanha a jornada acidentada do herói Ulisses no regresso a casa após a Guerra de Troia. Trata-se da primeira produção da história da Sétima Arte rodada integralmente com câmaras em formato IMAX, refletindo o empenho do realizador em homenagear a tradição do cinema.

O elenco conta com Matt Damon na interpretação de Ulisses, Anne Hathaway no papel de Penélope e Tom Holland a dar vida ao filho do casal, Telémaco.

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Com um investimento de produção avaliado em 230 milhões de euros (250 milhões de dólares) – valor que exclui as campanhas de promoção e marketing -, a fita contabiliza já 588 milhões de euros (640 milhões de dólares) em receitas mundiais. Os peritos do setor antecipam que a produção ultrapasse a fasquia dos 920 milhões de euros (mil milhões de dólares), tornando-se o empreendimento de maior êxito comercial na carreira de Christopher Nolan.

No segundo lugar da tabela da América do Norte ficou a versão em imagem real do clássico de animação “Vaiana”, assinado pela Disney. O projeto obteve 9,6 milhões de euros (10,5 milhões de dólares) no seu terceiro fim de semana em cartaz, acumulando cerca de 93,8 milhões de euros (102 milhões de dólares) internamente e 115 milhões de euros (125 milhões de dólares) nos mercados externos, valores ainda insuficientes para cobrir o elevado custo de produção.

A Disney gastou 230 milhões de euros para reimaginar o filme passado no oceano; por isso, ‘Vaiana’ terá dificuldade em alcançar a rentabilidade durante a sua exibição nos cinemas“, avançou a publicação especializada Variety.

A terceira posição da lista pertenceu igualmente à Disney com o quinto capítulo da franquia “Toy Story”. A animação somou 9,2 milhões de euros (10 milhões de dólares) na sexta semana de exibição e superou a fasquia do milhar de milhão de dólares (cerca de 920 milhões de euros) em bilheteira global, partindo de um orçamento inicial de 230 milhões de euros (250 milhões de dólares).

Conforme detalhado pela Variety, o filme de animação mantém o estatuto de maior sucesso comercial do ano de 2026 até ao momento.

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A quarta posição foi ocupada pela adaptação “Hadestown: The Musical”, lançada pela produtora independente Bleecker Street, ao arrecadar 8,9 milhões de euros (9,7 milhões de dólares), num resultado considerado “muito bom para o género” por David A. Gross.

O quinto lugar pertenceu a “Mínimos e Monstros”, da Universal Pictures, com mais 8,8 milhões de euros (9,6 milhões de dólares), elevando o total global para 350 milhões de euros (381 milhões de dólares). Apesar do retorno financeiro positivo face ao orçamento de 78 milhões de euros (85 milhões de dólares), os analistas de mercado alertam para uma progressiva saturação em redor do universo dos Mínimos.

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