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A reeleição de Infantino à venda: o Mundial de 2030 em leilão por um voto, ou será apenas ‘jogo bonito’?

O presidente da FIFA enfrenta novas acusações de pressões, enquanto tenta assegurar publicamente o apoio à sua continuidade.

Gianni Infantino terá prometido a Marrocos a final do Campeonato do Mundo de 2030 em troca de apoio formal à sua reeleição para a presidência da FIFA. A denúncia, que abala o universo do futebol, foi feita pelo jornal britânico ‘The Times’.

Esta alegada troca de favores surge num momento delicado para Infantino, que ambiciona um novo mandato na FIFA. O dirigente suíço tem visto a contestação crescer, com críticas à sua gestão e um polémico plano para alienar participações comerciais do próprio Mundial.

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Marrocos, segundo o ‘The Times’, quer a final no futuro Estádio Hassan II, em Casablanca, uma arena gigantesca projetada para 115 mil espetadores. Uma escolha que deitaria por terra a ambição espanhola de ver a decisão do torneio, que Portugal coorganiza com Espanha e Marrocos, no mítico Santiago Bernabéu, em Madrid.

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Rafael Louzán, presidente da Federação Espanhola, já avisou que a realização da final fora de Espanha “não faz parte dos planos da candidatura espanhola”.

O esforço de Infantino para assegurar a reeleição não se fica por Marrocos. A mesma publicação refere que o presidente da FIFA estará a tentar mobilizar publicamente o apoio de vários países. Curiosamente, o silêncio da Arábia Saudita é uma das maiores dores de cabeça da sua equipa; a nação, tradicional aliada de Infantino e futura anfitriã do Mundial de 2034, ainda não se pronunciou sobre a sua continuidade.

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Pessoas ligadas a Infantino terão também contactado o grupo “FIFA Legends”, um conjunto de antigos futebolistas internacionais, pagos pela FIFA para eventos promocionais, com o objetivo de conseguir uma declaração pública a favor do atual presidente. O ‘The Times’ avança que a ideia era ter uma antiga estrela a assumir esse papel, mas as recentes polémicas podem complicar a estratégia.

Estas revelações chegam poucos dias depois de o presidente da Federação Jordaniana de Futebol ter acusado Gianni Infantino, em público, de “pressões e chantagem”, um episódio que só fez aumentar a pressão sobre a liderança do dirigente suíço.

Até ao momento, nem a FIFA nem as autoridades marroquinas comentaram oficialmente as informações reveladas pelo ‘The Times’. A decisão sobre o palco da final do Mundial de 2030, que Portugal, Espanha e Marrocos organizam em conjunto, continua por ser anunciada.

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