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“A Sentença” da TVI sacode fantasma do desgaste e vive “Segundo Fôlego” com recuperação recorde no verão

Após uma quebra na primavera, o formato revelou-se imune ao habitual decréscimo de consumo televisivo de agosto e atingiu os melhores resultados desde a estreia.

O tribunal mais famoso da televisão portuguesa provou que ainda tem muito público para julgar.

Lançado no início do ano como uma das grandes apostas da TVI para segurar as tardes, o programa “A Sentença” tem conseguido traçar um percurso de resiliência invulgar no panorama audiovisual português.

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Após enfrentar um período de desgaste e quebras de audiência durante a primavera, o formato protagonizou uma recuperação assinalável em agosto de 2026, afastando de vez o cenário de uma queda de popularidade irreversível.

O arranque do ano, em janeiro, funcionou como uma autêntica “lua de mel” entre o ecrã e os espectadores. Logo na segunda emissão da temporada, a 2 de janeiro, o programa registou aquele que viria a ser o pico máximo de rating do ano: 6,1% de rating e 17,9% de share, correspondentes a uma expressiva parcela de portugueses sintonizados na antena de Queluz de Baixo. Este ímpeto manteve-se firme ao longo de fevereiro, mês em que o formato alcançou o seu melhor share médio mensal, fixando-se numa quota de mercado de 16,37%.

No entanto, o impacto inicial começou a esmorecer com a mudança de estação. A fadiga natural do formato e as habituais alterações de consumo ditaram uma curva descendente em março, que acabou por culminar em abril, considerado o mês mais difícil do ano para a produção. Foi a 23 de abril que o programa registou o seu pior desempenho, descendo para um mínimo de 2,8% de rating. Nesse momento, as análises de mercado começaram a sugerir que a fórmula do programa poderia estar esgotada.

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"A Sentença" da TVI sacode fantasma do desgaste e vive "Segundo Fôlego" com recuperação recorde no verão
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A reviravolta nas audiências deu-se contra todas as expectativas sazonais. No verão, período tradicionalmente marcado pelas férias e por um menor consumo de televisão em canal aberto, “A Sentença” deu mostras de uma estabilidade invulgar.

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Entre maio e julho, o formato fidelizou e consolidou a sua base diária de espectadores, com o rating médio a estabilizar confortavelmente na casa dos 3,9%.

O verdadeiro teste de força deu-se nas últimas semanas de agosto. Sob as temperaturas elevadas e o afastamento do público das suas rotinas habituais, o programa surpreendeu ao registar um crescimento fulgurante, subindo para uma média mensal de 4,36% de rating. O culminar desta dinâmica positiva aconteceu a 6 de agosto, no simbólico Episódio 200, quando o tribunal televisivo igualou o seu recorde de quota de mercado ao registar uns expressivos 19,4% de share.

Com estes resultados, o balanço das 211 emissões transmitidas até ao momento revela um formato em plena saúde.

Mais do que um fenómeno passageiro de início de ano, “A Sentença” consolidou a sua posição como um dos pilares mais competitivos da grelha diurna da TVI, provando que o drama humano e o debate moral continuam a ser uma fórmula de sucesso insubstituível para captar a atenção do público português.

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