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Alexandre Monteiro explica a diferença entre manipulação, persuasão e influência

Alexandre Monteiro revela as chaves da influência a Lara Moniz: Decifrar a essência e não a aparência

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O especialista em decifração de pessoas esteve à conversa com Lara Moniz no podcast “Vulneravelmente Falando”, onde revelou que a essência da comunicação reside em compreender o outro e não apenas em dominar competências técnicas.

O mais recente episódio do podcast de Lara Moniz, intitulado “Vulneravelmente Falando”, contou com a presença de Alexandre Monteiro, conhecido decifrador de pessoas. Durante a conversa, o especialista detalhou como a capacidade de interpretar sinais não ditos pode transformar as esferas profissional, social e amorosa de qualquer indivíduo.

Para Alexandre Monteiro, ser um decifrador significa ler as pessoas para além da aparência, focando-se no núcleo e na essência de cada um através de padrões, adjetivos e comportamentos. “Às vezes o que acontece é que as pessoas leem muito mais a aparência do que a essência. Então o decifrar pessoas vai à essência para compreender a aparência“.

Segundo o autor, o erro comum é a comunicação egocêntrica, onde o emissor fala apenas para si, esquecendo que “a comunicação não acontece só deste lado… não é o que eu digo, é o que o outro percebe daquilo que eu digo“.

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Questionado por Lara Moniz sobre se estas técnicas não seriam uma forma de manipulação, Alexandre foi clarificador ao distinguir três conceitos fundamentais: manipulação, persuasão e influência.

As ferramentas, explicou, são como uma faca que tanto pode salvar como matar; o que muda é a intenção. “A manipulação está na intenção da pessoa e não na técnica que eu ensino“, afirmou, definindo manipulação como o ato de visar apenas o ganho próprio em prejuízo do outro, enquanto a influência perdura mesmo após o contacto físico.

No campo profissional, Alexandre Monteiro defendeu que o conhecimento sem prática é inútil e que a competência, por si só, é insuficiente se não for comunicada. “Há muitas pessoas competentes, que morrem competentes e ninguém sabe que elas são competentes. Porque ninguém as quer ouvir“. O especialista garante que o seu sucesso, incluindo ter o livro de não-ficção mais vendido sem investimento em redes sociais, se deve à aplicação destas ferramentas para entender o que as pessoas precisam e temem.

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A nível social, a decifração permitiu-lhe “despedir pessoas” que não acrescentavam valor à sua vida, distinguindo quem gosta dele de quem apenas precisa dele através da técnica do “não”. “Se lhe disseres que não e a pessoa ficar toda chateada… esta pessoa não gosta de ti, esta pessoa precisa de ti“, explicou. Já no plano pessoal, Alexandre partilhou a “técnica do imagino“, utilizada para testar aberturas emocionais sem risco de rejeição imediata, revelando que foi assim que abordou a sua atual esposa, com quem está casado há 30 anos.

Finalmente, a conversa abordou o “jogo do amor”, com o convidado a afirmar que todas as ações humanas são movidas pela necessidade intrínseca de afeto e reconhecimento. “Se eu te der o amor que tu queres, tu vais-me dar o amor que eu quero“, concluiu, reforçando que a comunicação eficaz passa sempre por dar primeiro aquilo que a outra pessoa valoriza, seja estatuto, admiração ou tempo.

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