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Guedes de Carvalho compara Cristina Ferreira a Maria Antonieta em crónica implacável

O duro retrato de Rodrigo Guedes de Carvalho sobre a polémica de Cristina Ferreira

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Numa crónica publicada no jornal Expresso, o jornalista falou sobre as polémicas declarações de Cristina Ferreira acerca de um caso de violação, criticando duramente a postura e a “desconexão” da apresentadora.

Mais de uma semana após a polémica que abalou a opinião pública, Rodrigo Guedes de Carvalho utilizou a sua crónica habitual no jornal Expresso para analisar a conduta de Cristina Ferreira e, em causa estão os comentários da apresentadora no programa “Dois às 10”, da TVI, sobre a alegada violação de uma jovem de 16 anos por quatro indivíduos, onde Cristina questionou se, no ‘calor do momento’, alguém entenderia um “não quero mais”.

O pivot da SIC estabeleceu de imediato uma comparação histórica para ilustrar o que considera ser uma falta de percepção da realidade por parte da comunicadora “Quando Maria Antonieta se irritou com o povo faminto que pedia pão e o mandou comer brioche, inaugurava uma condição a que o futuro chamaria «não saber ler a sala»“, escreveu o jornalista. “Quero crer que, em primeira instância, as famosas palavras de Cristina Ferreira sobre uma violação tenham sido «apenas» uma encarnação da rainha distraída. (…) Cristina, vamos acreditar, não queria dar a entender que não achava grave a coisa. Saiu-lhe mal“.

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Guedes de Carvalho apontou o dedo não apenas às palavras iniciais, mas sobretudo à forma como Cristina Ferreira geriu a avalanche de críticas que se seguiu, vinda de figuras como Nuno Markl, Catarina Furtado e Bruno Nogueira.

Para o jornalista, a ausência de um pedido de desculpas genuíno desiludiu quem esperava ver em prática o “empoderamento” que a apresentadora apregoa.

Sempre ouvi à Cristina Ferreira aquela cantilena de pretenso empoderamento das novas guerreiras (…) Tínhamos aqui uma óptima oportunidade de a ver praticar os sermões com que educa seguidoras. Mas preferiu outro caminho“, lamentou. O cronista destacou o silêncio prolongado que culminou num comunicado da empresa, e não da própria apresentadora, sublinhando que “Cristina sente que é uma mãe e irmã dos portugueses. Que escolheu dizer que quando os rapazes começam a violar ficam um nadinha cegos e surdos. É deixá-los acabar, e já passa“.

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A explicação dada por Cristina Ferreira a José Alberto Carvalho, no “Jornal Nacional”, também não escapou ao escrutínio severo de Rodrigo Guedes de Carvalho pois, o jornalista questionou a natureza editorial do momento, sugerindo que se tratou mais de uma operação de imagem do que propriamente de jornalismo “José Alberto Carvalho (…) bem tentou o praticamente impossível: fazer-nos crer que assistíamos a uma entrevista. (…) Logo a abrir, Cristina Ferreira sossega os fãs, informando o Zé de que «está bem». Um autocarinhoso medir de tensão, uma preocupação de Cristina com Cristina (…) sabermos que a estrela só quer falar dela própria já nem é notícia“.

No final da sua análise, o pivot da SIC sublinhou a narrativa de “vitimização” utilizada por Cristina Ferreira para justificar as críticas como sendo fruto de inveja alheia.

Qualquer malvado que ouse criticar Cristina tem é dor de cotovelo, porque não é famoso nem rico como ela (…) José Alberto Carvalho pergunta-lhe se quer aproveitar para pedir desculpa. Não quer. Não dirá a palavra. Apenas lamenta que sejam tão injustos com ela“, escreveu.

O jornalista concluiu reforçando a gravidade da situação perante a influência nacional da comunicadora: “Tudo isto seria apenas ridículo se não fosse de ampla e grave repercussão. (…) Cristina (…) escolheu dizer às meninas e mulheres deste país que quando os rapazes começam a violar ficam um nadinha cegos e surdos. É deixá-los acabar, e já passa“.

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