Alexandre Monteiro desvia foco de Cristina Ferreira e expõe “mini confissões” dos alegados violadores
O conhecido profiler português usou as redes sociais para analisar o caso que está a chocar o país. Para o especialista, o erro de comunicação da comunicadora não é o mais importante a reter nesta fase.
O especialista em linguagem corporal e decifrador de pessoas, Alexandre Monteiro, também já se pronunciou sobre a intensa polémica que envolve Cristina Ferreira e a análise ao caso da alegada violação em grupo.
Contudo, ao contrário da onda de críticas focada na apresentadora da TVI, o profiler decidiu mudar a agulha e apontar os holofotes para aqueles que são os verdadeiros visados no processo criminal em curso.
Através das suas redes sociais, Alexandre Monteiro deixou clara a sua posição perante o mediatismo do caso. “Quem alegadamente cometeu o crime não foi a Cristina Ferreira, foram 4 ‘influenciadores’. Prefiro decifrar desculpas dos alegados agressores, do que desculpas de má comunicação”, escreveu na legenda, remetendo as palavras proferidas pela diretora de entretenimento para um plano secundário.
Centrando a sua análise técnica no comportamento dos jovens que estão a ser julgados, o perito explicou como a forma como estes se defendem pode ser reveladora. “Normalmente, quando as pessoas alegadamente fazem alguma coisa de mal ou algum crime e vêm falar para se desculpar ou para declarações a dizer que são inocentes, as pessoas não tendem a emitir alguns sinais”, começou por enquadrar.
Alexandre Monteiro aprofundou a explicação detalhando um padrão comportamental muito específico utilizado por quem tenta ocultar a verdade. “E há um sinal também que é muito usual quando as pessoas alegadamente são culpadas e fazem confissões é tenderem a fazer as mini confissões, que é, não confessam aquilo que fizeram mas tendem a desviar a atenção com coisas menos graves”, revelou o especialista.
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Para ilustrar esta teoria, o decifrador de pessoas deu um exemplo prático de como a fixação em detalhes irrelevantes serve como escudo. “Quando se diz, ah, não eram 3, eram 4, isto é percebido como uma mini confissão, que é, confessa que são 3 ou 4, mas depois não confessa que fizeram alguma coisa. E isto é um indicador de probabilidade de mentira”, concluiu, alertando para a forma ardilosa como as narrativas de defesa são construídas neste tipo de crimes.