Cristina FerreiraGeralGossip

Cristina Ferreira recusa acusações de machismo: “Quis perceber o comportamento de um violador”

No Jornal Nacional, a diretora da TVI clarificou as suas palavras sobre o caso de alegada violação em grupo e reforçou a sua posição inabalável na defesa das vítimas.

A presença de Cristina Ferreira no Jornal Nacional serviu para clarificar, de uma vez por todas, o cerne da polémica que incendiou o país nos últimos dias.

Logo nos primeiros minutos da entrevista com José Alberto Carvalho, a apresentadora fez questão de retificar a origem da controvérsia, garantindo que as suas palavras sobre a alegada violação não traduziam a sua opinião. “Primeiro que não foi um comentário, foi uma pergunta dirigida a uma comentadora do painel que nós tínhamos escolhido para aquele dia”, começou por esclarecer, sublinhando a sua posição intransigente: “O não é não, ponto. Sabemos todos, o não não existe numa violação, porque a pessoa não o cumpre”.

Rejeitando liminarmente qualquer tipo de desvalorização da vítima, Cristina Ferreira detalhou o verdadeiro propósito da sua questão no matutino da TVI. “A minha pergunta, o ‘mesmo que’, tem a ver só com isto. Eu quero perceber, quando um violador ouve o não, mesmo que isso tenha acontecido, porque é que ele não o ouviu? E o não ouviu não é no sentido literal do termo, como deves calcular. Exatamente. O não ouviu não é porque ele estava sem ouvir ou sem a sua faculdade de audição, é porque não cumpre”, defendeu a apresentadora, garantindo que o seu histórico profissional fala por si. “Nestes vinte anos fiz milhares de perguntas sobre temas similares (…) a posição era clara, declarada que nós estávamos, aliás não poderia ser outra”.

Leia também: Rodrigo Guedes de Carvalho já é avô e faz partilha emocionante!

A diretora de entretenimento e ficção da estação de Queluz de Baixo não escondeu a sua perplexidade perante as pesadas acusações de que foi alvo nas redes sociais. “Tenho [resposta para isso]. Porquê que eu sou machista em querer perceber o comportamento de um violador? Foi só aquilo que eu quis perceber”, questionou a comunicadora, trazendo para o debate a sua perspetiva enquanto educadora. “Eu sou mãe, tenho um filho de 17 anos, eu criei-o para que ele respeite o outro, mas eu não sei se ele o vai fazer toda a vida e, portanto, eu quero saber o que é que passa na cabeça de quatro jovens que, ouvindo um não, não respeitaram aquela rapariga”, argumentou.

Perante as críticas de falta de empatia para com o sofrimento da jovem envolvida, Cristina Ferreira foi incisiva na sua defesa, argumentando que ignorar o lado do agressor não resolve o problema estrutural da sociedade. “Mas a minha empatia era o quê? Não perguntar sobre o comportamento do violador? Era essa a empatia?”, ripostou. “Eu achei necessário, eu achei que precisamos, perante jovens, perante o aumento de casos semelhantes (…) Nós temos que conhecer quem são as vítimas e quem são os violadores, mais até acho eu os violadores, para podermos corrigir comportamentos”, concluiu a apresentadora, deixando clara a sua vontade de dar ferramentas informativas ao seu público.

Leia também: Para lá do escândalo: Joana Gama pede empatia e literacia mediática no caso da violação

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo