Cristina FerreiraGeralGossip

Cristina Ferreira em modo virgem: “Lamento, mas não peço desculpa”

No final da intensa entrevista com José Alberto Carvalho, a apresentadora lamentou a construção da frase no Dois às 10. A gestão da crise e as justificações sobre o Secret Story marcaram a conversa.

O rescaldo da polémica da violação no programa Dois às 10 obrigou Cristina Ferreira a adotar estratégias de defesa inéditas no seu percurso profissional.

Durante a entrevista a José Alberto Carvalho no Jornal Nacional, a diretora da TVI revelou os bastidores da sua reação oficial, assumindo que a nota enviada à imprensa foi feita a contragosto.

“A partir daí, e depois também perguntar internamente, porque eu fiz aquela pergunta num espaço que é um espaço da TVI, eu fiz também a pergunta internamente, e a conselho dos advogados saiu aquele comunicado”, explicou a apresentadora. No entanto, Cristina não escondeu o seu desconforto com a imposição legal. “E eu posso-te dizer que naquele mesmo momento eu disse que eu não gostava de publicar este comunicado. Aconselharam-me a fazê-lo. E eu naquele instante decidi publicá-lo. E eu explico-te porque é que eu não queria aquele comunicado. Porque essa nunca foi a minha forma de comunicar em 20 anos. (…) Nem da empresa, nem outro comunicado que me é aconselhado pelos advogados em particular”. A necessidade de vir a público em direto impôs-se pouco depois: “Percebi que se calhar era assim. Da mesma forma que fiz a pergunta, ter que o explicar aqui”.

Leia também: Cristina Ferreira recusa acusações de machismo: “Quis perceber o comportamento de um violador”

O percurso de Cristina Ferreira na televisão foi também chamado à pedra por José Alberto Carvalho, que recordou outra forte polémica em que a comunicadora afirmou que uma vítima de violência doméstica se “pôs a jeito”. A apresentadora não fugiu ao confronto e enquadrou a citação. “Deixa-me só explicar que essa expressão foi utilizada porque estávamos a falar de uma senhora que já era agredida há algum tempo. E que foi morta. Foi morta e que entra no carro desse agressor”, recordou.

Leia também: Cristina Ferreira mostra-se assustada com ataques de colegas de televisão: “Não convivem comigo, não sabem quem eu sou”

Para a apresentadora, o alerta que tentou passar na altura mantém-se válido. “Aquilo que é o nosso dever e que o fizemos foi alertar qualquer vítima de agressão que não pode abrir a porta a um agressor (…) Que a pessoa não pode entrar no carro com alguém que já a agrediu (…) Porquê? Porque sabemos que é aí que acontece”, justificou. Confrontada com o facto de dar a cara pelo “Secret Story“, cujos concorrentes têm frequentemente comportamentos altamente criticáveis, defendeu-se: “Mas são só um reflexo do ser humano. Apresento-os há alguns anos. E é curioso perceber como é que até os participantes são um reflexo daquilo que se vive cá fora”.

Leia também: “No dia em que estiver a pensar no que não posso dizer, está na hora de ir embora”: O alerta de Cristina Ferreira

A encerrar a longa emissão do Jornal Nacional, Cristina Ferreira assumiu a autocrítica pela forma como conduziu o debate no Dois às 10, mas manteve a sua intenção intacta. “Lamento não ter usado as palavras certas naquela pergunta que teria feito se eu tivesse escrito e tivesse pensado nela com antecedência”, declarou. Quando o pivô a questionou diretamente se aquela declaração servia como um pedido de desculpas público, a apresentadora foi perentória a recusar o rótulo: “Não. É dizer que as palavras… É um lamento. É um lamento”.

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo