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Cristina Ferreira mostra-se assustada com ataques de colegas de televisão: “Não convivem comigo, não sabem quem eu sou”

A apresentadora da TVI lamentou o "tribunal" das redes sociais e apontou o dedo a figuras do meio profissional que aproveitaram a polémica para julgar o seu caráter publicamente.

A dimensão que a polémica da violação atingiu nas redes sociais apanhou Cristina Ferreira de surpresa.

Durante a entrevista no Jornal Nacional, a apresentadora explicou a José Alberto Carvalho que, inicialmente, desvalorizou o ruído online por estar habituada a ser alvo de montagens. “Ao fim do dia eu comecei a perceber que algumas pessoas estavam a fazer vídeos com a minha imagem por trás. E pensei o mesmo de sempre, que é pronto, já estou aí na Berlinda outra vez sem saber o que é que era”, admitiu, confessando que para “proteção própria” passa muitas vezes ao lado desses conteúdos.

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A noção da gravidade chegou na manhã seguinte, e com ela a estupefação. “Quando acordo, percebo que eu estava a ser acusada de estar posicionada ao lado do violador. Percebo que o entendimento e a forma como tinham colocado o assunto na rua era a Cristina posicionou-se do lado do violador. Defendeu o violador. Aquilo é que foi a mim de uma maneira que eu não alcancei, não consegui perceber”, revelou a comunicadora, lamentando que as pessoas tivessem julgado com base num vídeo cortado: “Sabe porquê que não foram colocados, até depois já da polémica, os dez minutos daquela entrevista? Há pergunta, quando alguém dizia como é que é possível uma criminosa, eu fui apoiadada de criminosa, como é que é possível uma criminosa destas ter este tipo de posição? E há pergunta. Viste? A resposta foi não. Vi só o que estava na internet”.

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Mas o golpe mais duro para a diretora da TVI não veio do público anónimo, mas sim dos seus pares. Cristina Ferreira não poupou nas palavras para condenar o comportamento de várias figuras públicas e profissionais do meio. “E haver esse julgamento, até por parte de colegas meus, colegas meus que decidiram fazer os seus posts, dizendo aquilo que achavam de mim, dizendo aquilo que achavam do meu caráter, confesso que achei assustador”, atirou. “Primeiro, muitos deles não convivem comigo, não sabem quem eu sou. Muitos deles não veem o meu trabalho diariamente”.

A apresentadora invocou o conceito de empatia, tão exigido pelos seus críticos, para expor a hipocrisia de quem a atacou nas plataformas digitais sem lhe dar o benefício da dúvida. “Eu não posso proclamar a empatia quando uma pessoa que quer escrever e julgar-me desta forma não pega num telefone, temos todos acesso aos telefones uns dos outros, não pega num telefone e me diz, explica-me, foi o quê? Porquê que disseste aquilo? Porquê que o disseste desta forma?”, lamentou. A fechar o tema, Cristina Ferreira sublinhou a sua própria postura ao longo de duas décadas de carreira: “Não me manifestei uma única vez sobre um colega, não pus um gosto numa publicação, não fiz qualquer tipo de julgamento. E olha que já tive muitos a dizer muito mal de mim. A isso, sim, chama-se empatia. A muitos mandei mensagem privada”.

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