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“Cristina Ferreira não tem defesa possível. Gente ordinária, amoral, abjeta, lugar de alterne, Parlamento tasca…”

Em direto e com José Alberto Carvalho, sabe o DIOGUINHO. A diretora de Entretenimento e Ficção da TVI está no 'Jornal Nacional'. Em nome da "audiência soberana". E "o resto é folclore".

Na ‘Figura do Dia’ desta terça-feira, 21 de Abril, artigo de opinião de Luís Osório no DN, também autor do ‘Postal do Dia’ da RTP Antena 1, o destaque é a entrevista anunciada da apresentadora do ‘Secret Story’…

“No jornal da noite na TVI, entrevista em que se desculpará para que tudo possa voltar aos eixos, a audiência será medida e, como sempre, soberana. O resto é folclore”, começa por escrever Luís Osório.

Para o comunicador, “os programas com mais audiência têm como protagonistas gente ordinária, amoral, abjeta e violenta“. E refere-se também à experiência social da SIC: “Temos programas em que agricultores procuram mulheres como se a televisão se tivesse transformado num lugar de alterne. Temos muitas das nossas crianças a dançar músicas com letras em que os homens maltratam as mulheres e as rebaixam. Temos o Parlamento transformado numa tasca de vinho barato. Por culpa de deputados cujo partido não para de crescer. Temos tudo isso e mais o resto que aqui não cabe”.

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“A irresponsável opinião de Cristina Ferreira não tem defesa possível – e o seu comunicado apenas amplificou o embaraço –, mas talvez seja altura de perdermos um pouco de tempo com o essencial”, esclarece Osório.

Após uma semana de polémica, em que “o país mediático agitou-se e rasgou as vestes”, “como era possível tal monstruosidade dita em direto por alguém que tem a responsabilidade de falar para milhões de pessoas?”.

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Mais: “Como se pode desculpabilizar uma violação feita a uma menor por quatro atrasados mentais? Como entender que a TVI não tivesse imediatamente retirado ilações?”

Na opinião do escritor, “podemos voltar ao tempo do pelourinho ou da salvação pela purificação do fogo, mas a indignação coletiva conseguiu pasmar-me. De repente, Cristina era o ‘mal’ e não a consequência do que nos estamos a tornar”.

“Até ao dia em que a indignação seja em nome de um mundo novo que possa salvar-nos da bestialidade e do esgoto”, remata na crónica diária do Diário de Notícias.

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