No programa da SIC Caras, a jornalista Joana Latino reagiu às declarações de Cristina Ferreira sobre o caso de violação de uma menor, acusando a apresentadora de falta de preparação ética e cultural para o cargo que ocupa.
A onda de indignação contra Cristina Ferreira continua a crescer e chegou agora com particular força ao painel do “Passadeira Vermelha”. Na última edição do programa da SIC Caras, a jornalista Joana Latino protagonizou uma das críticas mais viscerais de que há memória contra a diretora de entretenimento e ficção da TVI, na sequência das polémicas afirmações desta sobre um caso de violação de uma menor por influenciadores digitais.
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“Criámos um monstro chamado Cristina Ferreira“, começou por dizer Joana Latino, defendendo que a sociedade entregou uma “espécie de mandato” a alguém que, na sua visão, não possui as competências necessárias para gerir tal influência. “É alguém que, claramente, não tem capacidade emocional, intelectual, cultural ou de princípios para ter o poder que acha que tem“, acrescentou a jornalista, desvalorizando o estatuto de “estrela” da apresentadora.
Joana Latino não se ficou pela análise da personalidade de Cristina, atacando diretamente a substância das suas perguntas no programa matinal da TVI e para a jornalista, a atitude de Cristina Ferreira foi “machista e misógina”, ao sugerir que a culpa poderia recair sobre a vítima e não sobre os agressores.
A jornalista criticou também a postura oficial da estação de Queluz de Baixo. “A Cristina Ferreira e a TVI estão a fazer uma coisa terrível, que é a ameaça para tentar calar opiniões“, afirmou, lembrando que em Portugal não existe o “delito de opinião” e que figuras como o Bastonário da Ordem dos Advogados também manifestaram o seu repúdio.
Durante o debate, Joana Latino questionou o medo que parece existir em torno da figura da diretora da TVI, referindo-se ao silêncio da psicóloga que estava presente no momento das declarações polémicas. “Mas porque é que as pessoas têm medo da Cristina Ferreira? Se a psicóloga teve receio de se manifestar, a Cristina é igual à Joana Latino ou à Liliana Campos“, frisou.
Num apelo direto ao público e aos pares, a jornalista defendeu que é necessário redimensionar a importância da apresentadora na sociedade portuguesa. “Chegou a altura de lhe retirar esse poder. Não estou a dizer para ser despedida, mas tem de ter calma. Para estar numa crónica criminal, tem de ter preparação e saber fazer entrevistas“, rematou, classificando a apresentadora como “profundamente incoerente” e criticando até a estratégia de marketing feminista de Cristina, que considera desajustada da realidade atual.
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