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José Condessa recusa o rótulo de sex symbol: “Não quero ser só uma embalagem de perfume bonito”

O ator confessou na entrevista à Notícias Magazine que prefere sujar-se em prol das personagens e rejeita viver focado apenas na imagem ou preso ao título de galã.

A beleza e o carisma de José Condessa valeram-lhe rapidamente o título de sex symbol e a inevitável comparação ao galã brasileiro Cauã Reymond.

Contudo, na continuação da sua entrevista à Notícias Magazine, o ator de 28 anos deixou claro que a sua ambição profissional vai muito além da aparência física e recusa ficar refém desse tipo de rótulos.

Em conversa com a jornalista Catarina Silva, o protagonista do formato de sucesso da Netflix explicou a sua visão sobre a profissão e a importância da entrega total. “Acho que nenhum ator deve ter rótulos. A essência de um ator é ser camaleónico, e é o que quero ser. Não tenho nada contra a ideia de galã, não quero é ficar preso a essa imagem. Porque sinto que isso tira um pouco o mérito ao meu trabalho”, desabafou.

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Disposto a ir até às últimas consequências pelas suas personagens, Condessa destacou a necessidade de se desconstruir visualmente. “Normalmente, esse rótulo vem só da imagem. Não quero ser só uma embalagem de perfume bonito. Como ator, quero ser exatamente o contrário, quero sujar-me, quero fazer personagens que me façam engordar como n’O crime do Padre Amaro’, ficar feio e deixar as patilhas crescer. Isso tem de ser parte do trabalho do ator”, garantiu, assumindo logo de seguida a sua dualidade: “Agora, sou vaidoso? Sou. Gosto de moda? Gosto. Isso faz parte de quem sou”.

Apesar da assumida vaidade e da proximidade ao mundo da moda, o jovem garante que não vive em constante pose e mantém as suas raízes bem vincadas, nomeadamente as suas vivências no Alentejo. “Se calhar [contribuí para essa imagem]. Mas não quero estar em pose o dia todo. Porque não sou assim, nem nunca fui. Se um dia passares em Nisa, estou eu a acartar lenha com o Humberto ou a pôr as ovelhas do Feijão no curral. Sou eu na mesma e vou parar para falar da mesma forma que paro se me virem a passar na rua mais aperaltado, ou de salto alto, como já usei várias vezes”, atirou com naturalidade.

O ator é também reconhecido pela sua facilidade em emocionar-se e em ter a lágrima no olho facilmente. Esta intensidade não é apenas uma ferramenta de trabalho, mas um reflexo da sua forma de estar na vida, onde recusa fugir dos sentimentos, sejam eles bons ou maus. “É uma coisa minha. Até enquanto pessoa, quando vivo algum luto, um término ou quando estou com saudades, permito-me sempre sentir o que estou a sentir”, revelou.

Sem medo de expor a sua vulnerabilidade, José Condessa detalhou o seu processo íntimo para lidar com a tristeza e a dor. “Há quem ache que é um bocado sádico estar a querer sofrer, mas não é isso. Se já estou a sentir, deixo-me chorar, ouço uma música triste. Tenho de me entender, de pôr as coisas no lugar, de perceber o porquê de estar a sentir o que estou a sentir, ouvir-me. E como ator também tenho essa facilidade da emoção”, concluiu.

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