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Youri Djorkaeff critica Portugal por “boicotar” Cristiano Ronaldo no Mundial 2026

Djorkaeff critica gestão de Roberto Martínez no Mundial 2026

O campeão do mundo em 1998 lamentou que o avançado de 41 anos não tivesse o apoio necessário, apesar dos três golos marcados antes da eliminação.

Youri Djorkaeff saiu em defesa de Cristiano Ronaldo pois, o ex-internacional francês não poupou críticas à seleção portuguesa, eliminada nos oitavos de final do Mundial de 2026 pela Espanha.

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Campeão do mundo com a França em 1998, Djorkaeff garantiu que a equipa não soube tirar partido do capitão, então com 41 anos, e que o avançado não teve o apoio que precisava dos colegas e, à cadeia francesa RMC, o antigo jogador criticou a estratégia de Portugal em torno de Cristiano. “Se levas Cristiano Ronaldo, a equipa tem de jogar para Cristiano Ronaldo, e isso não aconteceu de todo“, atirou, antes de acrescentar: “Nota-se que foi boicotado pela própria equipa. Não lhe deram assistências nem o puseram nas melhores condições“.

Djorkaeff deixou um recado direto a Roberto Martínez, ex-selecionador nacional: “Ou não o chamas, ou o chamas assegurando-te de que a equipa jogue para ele” e, lembrou ainda que “todos conhecemos Cristiano. Joga da mesma forma desde sempre. O que esperavam, que de repente mudasse? Ou não o convocas ou não o pões em campo. Mas se o fazes, então tens de construir a equipa à sua volta“.

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O francês lamentou que, “apesar de todo o seu talento”, a seleção portuguesa parecesse “transferir a responsabilidade para Cristiano”. E foi mais longe: “Em algum momento, Vitinha, Fernández e o resto também tinham de assumir responsabilidades. Não podes continuar à espera que Cristiano faça tudo. Não é o único que tem de marcar a diferença“.

As críticas de Djorkaeff surgem na sequência de um Mundial dececionante para Portugal, que se despediu da prova nos oitavos de final frente à Espanha e, apesar da eliminação precoce, Cristiano Ronaldo marcou três golos, mas foi um dos nomes mais visados pela crítica pela sua performance e pela reduzida influência no jogo coletivo.

O próprio avançado confirmou, ainda durante o campeonato, que aquele seria o seu último Mundial, encerrando uma carreira histórica com a seleção na maior competição internacional.

As declarações de Djorkaeff reabrem agora a discussão sobre o papel do veterano avançado e se Portugal soube ou não tirar partido de um dos melhores futebolistas da sua história.

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