A jornalista colocou um bilhete para o NOS Alive à venda a pedido do filho, mas descobriu mais tarde que o ingresso tinha sido oferecido por uma autarquia.
Rita Marrafa de Carvalho recorreu às plataformas digitais para emitir um esclarecimento após ter sido notícia por tentar vender um bilhete para o festival NOS Alive na internet pois, gerou uma forte onda de contestação nas redes sociais, motivando uma análise detalhada na emissão de hoje do programa «Passadeira Vermelha», na SIC Caras, conduzido por Liliana Campos.
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No comunicado divulgado, a jornalista da RTP explicou o contexto familiar que motivou a situação, referindo que o bilhete tinha sido oferecido ao seu filho por um colega, por ocasião do seu 15.º aniversário. “Não querendo ir, o Miguel ofereceu à irmã. Tendo exames, recusou. Não querendo perder o dinheiro da prenda, pediu-me para o colocar à venda“, relatou.
Rita Marrafa de Carvalho adiantou que retirou a publicação de imediato após ter conhecimento de que o promotor do evento, Álvaro Covões, se tinha queixado. “Contactei-o de imediato por mensagem telefónica explicando tudo isto. Informou-me que aquele era um bilhete oferecido pela autarquia. Expliquei que desconhecia que era essa a origem do bilhete. Retirei de imediato o post. O bilhete não foi vendido“, garantiu, assegurando ainda que “o Miguel não ficou sem prenda. Eu e o pai demos-lhes 40 euros“.
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A apresentadora Liliana Campos iniciou o debate no programa de comentário social corrigindo um dado do comunicado, salvaguardando que Álvaro Covões “é o dono da Everything Is New, que é a produtora que coloca o festival de pé”, e não o dono do festival em si.
A apresentadora acrescentou que, embora a venda de bilhetes na internet seja comum, o estatuto do ingresso altera a gravidade do cenário: “Como foi um bilhete oferecido, isso é que levanta aqui todas estas polémicas, e percebendo mais tarde que o bilhete tinha sido oferecido a uma autarquia“.
A atitude mereceu reparos por parte de David Motta, que defendeu que os convites institucionais não devem ser comercializados. “Eu sempre ouvi dizer que a quem muito se explica, minimiza-se. (…) Acho que é um bocadinho senso comum, nós quando recebemos presentes, ou quem recebe mais presentes de agências de comunicação, bilhetes, convites, uma pessoa com o mínimo de bom senso não vai vender esses presentes e há muita gente que o faz”, argumentou o comentador, salvaguardando que passar o bilhete a terceiros de forma gratuita é legítimo, mas “daí a pôr à venda, também não acho correto, de facto“. Liliana Campos concordou com a premissa, confidenciando a sua postura pessoal: “Estava rica eu se vendesse, já estava um bocadinho mais rica. Eu sou incapaz de vender seja o que for, eu não vendo nada, eu dou tudo“.
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O teor e a extensão do esclarecimento de Rita Marrafa de Carvalho foram alvo de duras críticas por parte de Filipa Torrinha. “Acho esta explicação um bocadinho detalhada demais, acho que podia ser mais simples e sinto, acho um pouco estranho também. (…) Dá para compreender automaticamente que foi oferecido por uma instituição e, se assim for, não vais vender. Claro. Isto é um raciocínio lógico. É evidente. Se a SIC me dá um bilhete, se a NOS me dá um bilhete, não vou agarrar num bilhete e vou vendê-lo, não é? Isto não faz sentido nenhum“, apontou a psicóloga.
Para a comentadora, a inclusão de pormenores sobre a gestão financeira familiar retirou a seriedade necessária à resposta para com o público.
“Ninguém tem nada a ver com a dinâmica familiar, não é? (…) Mas ninguém tem nada a ver. Ou seja, quando tu justificas uma coisa tão formal, aqui há uma coisa, há uma irregularidade, há uma espécie de uma infração, e tu vais ao detalhe do ‘o Mi’, ‘o Mi’, e o dono, é uma coisa tão informal para algo tão formal. É uma justificação que até está abaixo do nível do respeito para algo que merecia mais respeito e mais formalidade“, rematou Filipa Torrinha, elogiando ainda a capacidade intelectual da jornalista ao referir que “a mulher é inteligentíssima”.
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