A atriz utilizou as plataformas digitais para expor a realidade das mulheres que vivem sob regimes ditatoriais e teocracias rígidas.
Mariana Monteiro recorreu às suas redes sociais para partilhar uma reflexão em torno dos direitos humanos e da severa opressão vivida pelas mulheres em diferentes pontos do globo, nomeadamente no Afeganistão e no Irão. A atriz procurou sensibilizar os seus seguidores ao colocar-se no lugar daquelas que enfrentam diariamente a privação de liberdades fundamentais.
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“Se eu tivesse nascido no Afeganistão esta seria a minha situação: As mulheres e raparigas afegãs enfrentam um dos sistemas de opressão e exclusão mais severos do mundo sob o regime talibã, que as baniu da vida pública, do ensino secundário e superior, e de grande parte do mercado de trabalho“, começou por contextualizar a artista, lembrando as proibições de frequentar parques, ginásios e salões de beleza, bem como a obrigatoriedade de cobrir o rosto e a proibição de viajar sem um tutor masculino.
A atriz sublinhou o “retrocesso total nos direitos humanos” apontado por relatórios das Nações Unidas e citou as avaliações internacionais sobre o território afegão. “Nas palavras da própria Amnistia Internacional, o Afeganistão não compete com nenhum outro país nesta lista porque é, isoladamente, “o país mais repressivo do mundo para as mulheres”“, destacou.
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A análise da artista estendeu-se também à realidade vivida no Médio Oriente, realçando a coragem das cidadãs locais perante as imposições estatais. “Se eu tivesse nascido no Irão: No Irão, as mulheres vivem sob uma teocracia rígida, mas lideram um movimento de resistência civil e rebeldia contra as leis de vestimenta obrigatórias, como o uso do hijab. Desde as grandes manifestações, o país tem visto um aumento diário de mulheres a circular em espaços públicos com a cabeça descoberta, transformando o próprio corpo num ato de oposição ao regime“, elogiou.
Ainda assim, a atriz lembrou que a mulher “continua a ser legalmente considerada cidadã de segunda classe“.
Na descrição que acompanhou as imagens, Mariana Monteiro fez um apelo à tomada de consciência e assumiu o seu posicionamento cívico de forma inequívoca. “Pausa para Reflexão: Enquanto houver uma única mulher cuja liberdade dependa do lugar onde nasceu, da cultura em que vive ou do género com que nasceu, continuarei a dizer: Sou feminista“, rematou.
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