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Jorge Jesus esclarece futuro de Ronaldo na Seleção e garante: “O nosso caminho é ganhar”

"Hoje regressas pela porta grande": Jorge Jesus apresentado como novo selecionador nacional

Pedro Proença e o novo timoneiro da equipa das quinas traçaram uma meta ambiciosa para os próximos quatro anos: jogar sempre para vencer.

A Cidade do Futebol, em Oeiras, foi o palco escolhido para a apresentação oficial de Jorge Jesus como o novo selecionador nacional, num vínculo válido até 2030. O momento, carregado de simbolismo, coincidiu com a celebração dos dez anos da conquista do Euro 2016 e, no discurso de abertura, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, assumiu o início de um ciclo assente na exigência máxima.

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Hoje iniciamos uma nova era na Federação Portuguesa de Futebol, uma era de ambição do tamanho do nosso talento. (…) A apresentação de Jorge Jesus marca o início de uma cultura de vitória bem definida, uma cultura afirmada com convicção e assumida como o nosso novo padrão de exigência“, declarou o dirigente, reforçando os objetivos para os próximos quatro anos: “Jorge Jesus assume hoje a missão de preparar uma seleção capaz de disputar a próxima Liga das Nações, o Europeu de 2028, o Mundial de 2030, que teremos o orgulho de organizar também em nossa casa“.

Pedro Proença concluiu com uma garantia firme: “Não teremos medo de assumir que queremos ser a melhor seleção do mundo“.

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Na sua primeira intervenção, Jorge Jesus agradeceu a oportunidade e mostrou-se sintonizado com a mensagem da estrutura. “Como está aqui atrás, esse slogan: nós viemos para ganhar. Nós viemos para vencer, nós estamos convencidos, quando chegamos a qualquer lado vencemos. (…) E agora sou um treinador de 12 milhões, sou um treinador do povo português, sou um treinador que estão ansiosos de poder ganhar“, afirmou o técnico de 71 anos, desvalorizando o fator idade: “No número está lá 71 anos, ma naquilo que eu sou está lá 50. (…) Estou preparado para ter um desafio difícil, mas convencido que vamos vencer“.

Questionado sobre a transição do trabalho diário nos clubes para o ritmo de uma seleção, o treinador rejeitou diferenças substanciais na metodologia. “Há muita tendência de dizer que um treinador de seleção ou um selecionador é diferente de um treinador de equipa. Não é verdade, não é verdade. A única verdade que tem é que não tem tantos dias de trabalho como tem num clube, mas o método, o método de cada um, e o futebol, a gente todos ouve falar a mesma coisa há muitos anos, não é uma ciência exata, mas é uma ciência de cada um“, defendeu.

O timoneiro destacou ainda a vantagem de reencontrar Lourenço Coelho, diretor executivo, com quem trabalhou no passado: “Vou trabalhar com um homem que trabalhou 6 anos comigo no Benfica, que eu conheço e ele também conhece. E portanto, a gente não vai facilitar em nada“.

O futuro de Cristiano Ronaldo na equipa das quinas foi um dos temas mais aguardados da conferência de imprensa e, Jorge Jesus que orientou o avançado no Al-Nassr, assegurou que o capitão nunca será um entrave. “O Cris nunca vai ser um problema para a seleção, nem para mim. (…) O Cris, quando estiver que tomar alguma decisão, eu vou falar com o Cris, mas não vou falar só com o Cris, eu vou falar com o Cris e vou falar com todos individualmente. Portanto, o Cris, não vou falar com o Cris por ser o Cris. O Cris é um símbolo do futebol português“, salvaguardou.

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O treinador recordou a gestão que fez do camisola 7 na Arábia Saudita para exemplificar a clareza da relação entre ambos. “O ano passado o Al-Nassr fez 50 jogos, ele fez 31. O ano passado no campeonato eu substituí 16 vezes, portanto nunca nos confundimos o que é ele concorrente e que sou eu treinador“, revelou, acrescentando que a continuidade na seleção dependerá do rendimento: “Farei dentro de um limite e dentro de umas condições que eu achar que são as melhores para a seleção“.

A fechar, o novo selecionador descartou a necessidade de uma revolução imediata na convocatória para o jogo de estreia contra o País de Gales, agendado para 24 de setembro, enaltecendo a maturidade e a qualidade do atual grupo de trabalho. “Desta seleção só 6 concorrentes é que têm acima de 30 anos, 6. E desses 6, 2 são guarda-redes. (…) Portanto, não é, não é uma equipa velha, uma equipa com uma média de idades de 28 anos. (…) Deste 24, 26 que estavam na seleção, 12 já trabalharam comigo. Metade, mais de metade desta seleção já trabalhou comigo. Portanto, conheço-os todos bem“, concluiu.

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