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Ângela Ferreira critica deputada do PSD por falta de empatia: “Que vergonha e indignação!”

"Demasiado fácil falar em cima do palanque": Ângela Ferreira atira-se a deputada do PSD

A cabeleireira questionou a visão de Sandra Queiroz Pereira sobre o trabalho social para doentes oncológicos, lembrando o atraso de 436 dias num relatório sobre PMA.

Ângela Ferreira, conhecida pela sua luta pela Procriação Medicamente Assistida post-mortem, manifestou-se revoltada nas redes sociais e, a cabeleireira não poupou críticas a Sandra Queiroz Pereira, deputada do PSD, depois de ouvir as suas declarações sobre uma das medidas mais controversas da nova Prestação Social Única (PSU).

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Em causa estava a possibilidade de exigir trabalho social a pessoas com doenças graves, como cancro ou deficiência onde, a deputada do PSD, ao intervir no parlamento, abordou a questão com base na sua experiência pessoal.

Em primeiro lugar, o PSD não recebe lições de humanidade de ninguém. Se há partido humanista, que se centra na pessoa, é exactamente o PSD. Senhor Presidente, vou dar aqui o meu exemplo pessoal. Fui diagnosticada com cancro recentemente, estou ainda em tratamento, numa fase final. Tenho 60% de incapacidade. Nunca deixei de trabalhar. Como eu, há mais pessoas na minha bancada nesta situação, que nunca deixaram de trabalhar, estando sujeitas até a tratamentos mais difíceis do que aqueles que eu tive. Qualquer pessoa que tenha um cancro, nomeadamente da mama, tem um benefício que o Estado dá, com a atribuição de um grau de incapacidade de 60%, mas isso não dita, nem deve ditar, que as pessoas não possam trabalhar“, explicou Sandra Queiroz Pereira, perante a assembleia.

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As palavras da deputada rapidamente chegaram a Ângela Ferreira, que não tardou a reagir com veemência. “Senhora deputada, acredito que trabalhar sentada numa secretária não seja impeditivo para si, apesar da doença! Ainda bem!“, começou por atirar a cabeleireira, fazendo uma distinção clara entre diferentes tipos de trabalho.

Ângela Ferreira não se ficou por aqui e lembrou um episódio do passado que, para ela, revelava uma falta de empenho da deputada: “Alguém que, na altura, supostamente saudável, tinha 60 dias para fazer um relatório sobre a audição para a alteração à lei da PMA post-mortem e demorou 436!“.

A ativista continuou a sua investida, lamentando a falta de empatia. “Tenho pena que a senhora deputada, apesar da doença, não esteja mais humana, mais empática e infelizmente continue a não entender nada! A vida ainda não lhe ensinou nada! Gostava de ver a senhora deputada, doente oncológica em tratamentos, a trabalhar, por exemplo, nas limpezas, como tanta gente no nosso país!“, exclamou.

Rematou ainda com uma crítica à desconexão dos políticos: “Continua a ser demasiado fácil falar em cima do palanque sem perceber minimamente a real situação deste país! Que vergonha! Que vergonha e indignação! Não pode ser possível!

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