O influenciador digital utilizou as suas plataformas para fazer um balanço emotivo sobre o seu percurso de vida e a saúde mental.
Kiko is Hot recorreu às suas plataformas digitais para partilhar com os seguidores uma reflexão profunda sobre as transformações que marcaram o seu percurso nos últimos anos pois, conhecido por abordar a sua saúde mental e as fases depressivas com transparência no espaço digital, o criador de conteúdos ilustrou a sua evolução através de um registo em vídeo que contrapõe um período de grande vulnerabilidade com as suas mais recentes vitórias profissionais e pessoais.
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Nas imagens divulgadas, referentes ao ano de 2020, o jovem surge em lágrimas, admitindo sentir-se perdido e sem perspetivas de futuro. O registo atual, contudo, encerra com uma mensagem de esperança e exibe os marcos que atingiu desde então, nomeadamente a compra da sua primeira habitação em Lisboa, a condução de uma rubrica na Cidade FM e o lançamento de Icónico, uma obra literária autobiográfica.
“Este vídeo não é para vender a ideia de que basta acreditar e tudo se resolve. Porque foi duro. Também não é para contribuir para a positividade tóxica que tantas vezes vemos nas redes sociais. Não tenho uma vida perfeita“, esclareceu na legenda da publicação, pretendendo afastar-se de discursos moralistas ou simplistas sobre o sucesso.
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O influenciador recordou o impacto da instabilidade financeira e da depressão na sua juventude, sublinhando que a superação foi um processo gradual. “É apenas para dizer que, durante muito tempo, eu também achei que era impossível sair do sítio onde estava. Houve fases em que mal conseguia pagar as contas, em que vivia com medo do futuro e em que a depressão me fazia acreditar que nada ia melhorar. A verdade é que a vida nem sempre muda de um dia para o outro. Mas, às vezes, muda. E quando olho para trás, percebo que sobrevivi a capítulos que jurava que me iam destruir“, continuou.
A resiliência demonstrada ao longo dos anos serviu de base para a sua estreia no mundo editorial, pretendendo inspirar quem enfrenta contextos semelhantes. “Escrevi na capa do meu livro ‘um retrato íntimo de quem recusou desistir’ e é por isso que hoje sorrio mais, não é porque tudo seja perfeito. É porque continuei aqui tempo suficiente para ver a vida voltar a sorrir para mim“, rematou.
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A conquista do imóvel próprio, concretizada em abril, representou um marco de viragem na história familiar do jovem, que recordou as origens humildes e a rotina de habitações arrendadas ou partilhadas com terceiros. “Comprei uma casa. Isto é tudo meu. Gente, nem sei o que dizer. Uma coisa que vocês têm de perceber sobre mim é que isto não estava destinado a acontecer. Eu estou a tentar perceber que mereço e sei disso, lá no fundo. Eu venho de um sítio em que… a minha mãe não tem casa. Toda a gente à minha volta aluga casa. Eu sempre tive casas alugadas, sempre dividi casa com colegas. E, de repente, chego a um ponto da minha carreira em que consigo comprar casa“, desabafou, visivelmente comovido.