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Sara Norte comove com passado carregado de dor e garante que perdeu o medo da morte

Sara Norte emociona ao homenagear a mãe e a irmã Beatriz

A atriz recorreu às redes sociais para partilhar um conjunto de memórias e recordar o momento em que soube da morte de Carla Lupi, em 2012.

Sara Norte recorreu às redes sociais para partilhar uma reflexão emotiva a propósito de uma das fases mais dolorosas da sua vida. Através de um carrossel de fotografias, a atriz assinalou o aniversário da morte da mãe, a atriz Carla Lupi, que faleceu em 2012 vítima de cancro do pulmão, numa altura em que a comentadora se encontrava a cumprir pena de prisão no Centro Penitenciário de Botafuegos, em Algeciras, Espanha.

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Na publicação, Sara Norte recordou a angústia vivida na cela ao receber a notícia. “Faz 14 anos que recebi das piores notícias da minha Vida. Estava presa e não há palavras que descrevam a impotência que senti. Da dor. Do desespero. Dos gritos. Das lágrimas. Dos muros. Da frieza. Daquela cela que me asfixiava. De não acreditar no que se estava a passar. De não poder chorar a morte Dela com os meus“, desabafou a artista.

A dor pela ausência de Carla Lupi continua a acompanhar a atriz no seu quotidiano. “Passados tantos anos ainda choro muitos dias e noites por Ela e pergunto-me ‘porquê’? Durante anos culpei a minha Mãe por muitas escolhas dela, mas hoje em dia não a posso julgar. Todos erramos. Não somos ninguém para julgar o outro. O que importa é as pessoas serem boas e aceitar as pessoas como são“, escreveu, acrescentando: “A minha Mãe tinha isso tudo e acho que muitas vezes não foi compreendida. A minha Mãe teria hoje 60 anos. Ela já não queria viver. Perdeu a esperança e morreu praticamente sozinha. Sem nada“.

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Sara Norte lembrou também o apoio incondicional que recebeu durante o período em que esteve detida. “Quando fui presa o estado dela já era muito débil mas deu-me força e coragem mesmo quando ela já não tinha para Ela. No dia em que saí da Prisão voltei a sentir tudo: voltei ao Mundo Real sem Ela. Tenho saudades. Da alegria dela, da forma como ela cuidava de todos ao seu redor, da voz, do abraço, das comidas e do colo“, sublinhou.

A homenagem estendeu-se à irmã, Beatriz, que faleceu anos mais tarde. “Deixou 3 filhos: O Diogo, a Beatriz e eu. Passados 7 anos da morte da minha Mãe, a Beatriz morreu. Muitas vezes pedi a Deus para me levar para perto delas. Quando for a minha Hora vou tranquila porque elas estão à minha espera do sítio de onde me guiam e protegem. Perdi o medo da Morte“, confidenciou.

A atriz rematou o desabafo com uma mensagem de força em memória da mãe. “Odeio este dia. Faz-me reviver tudo. Aquela impotência. Há 14 anos estava num banco no pátio de Botafuegos a olhar para o relógio e a imaginar como estariam os meus Avós e os meus Irmãos. Sabia a hora do funeral e de quando ela foi cremada. E eu ali. Impotente (…) Hoje vou ver o Mar e orar por ti e pela Bea. Devo-te a minha essência. Não me vergo! Não desisto! A tua ‘Palmeirinhas‘”, concluiu.

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