Geral

Duane Keith Davis considerado culpado pelo assassinato de Tupac Shakur: Veredicto encerra caso de quase três décadas

O ex-líder de gangue, de 63 anos, foi considerado culpado de homicídio qualificado esta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, com o júri a deliberar em apenas três horas.

Duane Keith Davis foi considerado culpado a 31 de agosto de 2026, esta segunda-feira, por orquestrar o assassinato de Tupac Shakur, a lenda do hip-hop, em setembro de 1996, perto da Las Vegas Strip.

O veredicto do júri, alcançado em apenas três horas, fecha um dos casos mais enigmáticos da música e da justiça que se arrastava há quase trinta anos.

GoogleTornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google

Aos 63 anos, Davis, que foi líder do gangue South Side Compton Crips, torna-se a única pessoa formalmente acusada pela morte do rapper. Os procuradores acusaram-no de instigar o ataque, embora não tenha sido ele a disparar os tiros fatais. Enfrentou uma acusação de homicídio qualificado com uso de arma letal, com a intenção de promover e auxiliar uma organização criminosa.

Leia também: Jornal da Noite lidera audiências num fecho de agosto renhido e marcado pelo futebol no cabo

A acusação sustentou que o crime surgiu como retaliação após o sobrinho de Davis, Orlando Anderson, ter sido agredido por membros do grupo que acompanhava Tupac Shakur, também conhecido como 2Pac, num casino de Las Vegas. Duas horas depois do confronto, um Cadillac branco parou ao lado do BMW onde o rapper viajava, num semáforo vermelho.

Os procuradores explicaram que Davis entregou a arma a alguém no banco traseiro do Cadillac para que os disparos fossem efetuados. Orlando Anderson, que Davis identificou como o atirador, morreu em maio de 1998 num tiroteio sem ligação ao caso de Tupac.

Leia também: Audiências: SIC vence o último dia de agosto com vantagem curta sobre a TVI

A investigação esteve parada durante décadas por falta de provas, mas o caso ganhou nova vida com a publicação de um livro de memórias de Davis, ‘Compton Street Legend’, em 2019. Na obra, Davis revelou que estava dentro do carro de onde saíram os tiros e que entregou a arma usada no homicídio ao sobrinho. Os advogados de defesa ainda tentaram argumentar que o livro era ficcional, mas um juiz admitiu-o como prova em tribunal. Davis foi detido em setembro de 2023.

O ex-líder de gangue negou as acusações e garantiu que vai recorrer da condenação. A juíza Carli Kierny agendou a leitura da sentença para 13 de outubro de 2026, mantendo Davis sob custódia sem direito a fiança.

Embora os procuradores tenham desistido de aplicar um agravante por envolvimento em gangue, Davis pode ser condenado a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, segundo a lei do Nevada.

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo