A comentadora apontou o escritor como alguém focado em alimentar o algoritmo das redes sociais através do facilitismo.
O estilo literário e a presença digital de Pedro Chagas Freitas motivaram um debate aceso na última emissão do «Passadeira Vermelha» pois, confrontado por Filipa Torrinha sobre o que apreciava nas partilhas do escritor no Instagram, Hugo Mendes destacou “os posts da sensibilidade”. Contudo, a psicóloga e comentadora não escondeu uma visão muito mais crítica e desfavorável sobre a obra e as intenções do autor.
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“Eu percebo o lado humano e (…) sinto que ele tem um lado humano. (…) Mas eu acho-o profundamente populista“, declarou Filipa Torrinha de forma categórica. Liliana Campos interveio na discussão, questionando se as publicações do escritor não escondem uma estratégia puramente comercial: “Não achas que há ali uma caça ao like e ao engagement e ao algoritmo a fazer isto?“. Hugo Mendes relativizou a acusação, argumentando que a busca por interações é transversal a todas as figuras e marcas no universo digital: “Mas eu acho que isso, todos nós. Cada um à sua maneira. ‘Caça ao like’ fazes tu, faço eu… faz o programa da Passadeira Vermelha“.
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Filipa Torrinha rejeitou a comparação e insisteu que existem níveis distintos de mercantilização do pensamento nas redes sociais, criticando a forma como o escritor estrutura as suas ideias para agradar às massas. “Há quem se mova mais pela ‘caça ao like’ e há pessoas que se movem menos. (…) Eu prefiro uma Joana [Latino], às vezes discordando, do que um Chagas Freitas, que agrada a gregos e a troianos e a quem não nasceu ainda, quem vai para nascer, todos os universos. Mil vezes“, atirou.
Apesar da frontalidade das críticas ao método de escrita do autor, a comentadora salvaguardou o respeito pelo indivíduo, separando a análise profissional da esfera pessoal: “Com todo o respeito e que ele seja feliz. E acho que tem sim, genuinamente, um lado humano. Acho é que depois, a forma como ele expõe as ideias, pronto“.