Quinze anos após as prisões, os corpos das vítimas continuam por encontrar e Francisco Leitão recusa quebrar o silêncio.
O polémico caso de Francisco Leitão voltou a estar em destaque na televisão e continua a impressionar a opinião pública pela gravidade dos crimes. Mais de uma década depois de ter abalado o país, o percurso do homem conhecido como Rei Ghob foi recordado no programa «Portugal Criminal», da SIC, reavivando a memória de um dos episódios mais negros da história judiciária recente.
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Francisco Leitão cumpre a pena máxima de 25 anos de prisão no Estabelecimento Prisional de Lisboa, estando detido há 15 anos. Condenado pelo homicídio de Tânia Ramos, Ivo Delgado e Joana Correia, o recluso atinge a marca dos dois terços da pena já em 2027, altura em que pode ser apreciada a sua eventual libertação condicional.
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O histórico judicial do homicida não se ficou pelo triplo assassínio pois, após a primeira condenação, o Rei Ghob regressou ao banco dos réus para responder por uma centena de crimes de âmbito sexual. A nova moldura penal resultou numa pena adicional de 17 anos de prisão que, por imposição do limite máximo previsto no código penal português, foi absorvida pelo teto de 25 anos.
Apesar do tempo decorrido, o mistério continua a rodear o processo e, Francisco Leitão recusa-se a admitir as acusações e a localização dos restos mortais dos três jovens permanece desconhecida, deixando as famílias das vítimas sem respostas ou encerramento. Hoje com 57 anos, o recluso recebe visitas regulares de familiares, incluindo da filha Eva, de 21 anos, sendo atualmente avô.
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Em análise no programa da SIC, a jornalista Rita Cipriano sublinhou o desfecho inevitável do cumprimento da pena perante a lei portuguesa: “É inevitável que Francisco Leitão saia da prisão, nem que seja porque a pena vai terminar e ele vai ser solto“.