Júlia Belard recorda perda da mãe na gravidez: “Trouxe-me de volta à vida!”
A atriz recordou no programa 'Bom Dia Alegria' o nascimento do segundo filho no momento em que perdeu a mãe.
Júlia Belard esteve esta quarta-feira, 4 de novembro, no programa ‘Bom Dia Alegria’, onde partilhou com Zé Lopes memórias de uma das fases mais dolorosas da sua vida: a morte da mãe, que coincidiu com a gestação do seu segundo filho, Sebastião.
O apresentador quis saber como foi possível gerir a alegria da maternidade e o luto em simultâneo. A atriz recordou a incapacidade de lidar psicologicamente com o choque na altura: “Como não consegui processar o que estava a acontecer, somatizei, ou seja, comecei a ter sintomas físicos, milhares de sintomas físicos. Estive num lugar muito escuro, muito difícil de pôr em palavras. Foi muito mau, mesmo.”
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A mãe da comunicadora não chegou a conhecer o neto mais novo, que Júlia Belard considera ter sido fundamental para a sua recuperação emocional. “Acho que o meu filho é, costumo chamar-lhe, um bebé de sonho e bebé do céu, porque tenho a certeza de que ele me foi enviado por alguma coisa, por alguém, e é mesmo um ser de luz que me veio tirar da escuridão”, contou. A atriz acrescentou que costumava cantar-lhe a música ‘Until I Found You’ quando o menino era recém-nascido: “Foi ele que me trouxe de volta à vida, não tenho nenhuma dúvida.”
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Confrontada sobre a educação dos rapazes e as características que Matias e Sebastião herdaram de Francisco, Júlia Belard explicou que os dois têm personalidades distintas. “O Sebastião é bastante mais fácil que o Matias. O Matias é um miúdo mais sensível, mais intenso. O Sebastião é mais responsável, mais obediente”, descreveu.
Sobre os princípios que tenta transmitir aos dois filhos no dia a dia, a prioridade vai para a empatia e o respeito pelo próximo. “Sobretudo o que eu gosto de incutir é termos um bom coração e meter-nos sempre no lugar dos outros. Maldade gratuita é uma coisa que desde pequena que eu detesto, portanto não admito que os meus filhos façam, embora infelizmente muitas vezes sofram com isso”, vincou, sublinhando também a importância de ensinar as crianças a enfrentar momentos difíceis com alegria de viver.
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No final da conversa, questionada sobre as suas ambições, Júlia Belard confessou que gostava de dar o nó com o companheiro e mandou o recado: “Às vezes infelizmente esqueço-me um bocado dos meus sonhos, mas acho que coisas muito banais e simples: casar, gostava muito de me casar.” O regresso à ficção nacional é outro dos desejos que quer concretizar a curto prazo: “Gostava muito de voltar de facto à representação.”