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Kelly Bailey abre o coração a Cláudio Ramos: “O Vicente nasceu e eu nasci enquanto mãe”

A convidada das manhãs da TVI falou sobre os desafios do pós-parto, a dor de regressar ao trabalho e a forma leve como lida com as transformações físicas do corpo durante a gravidez.

A atriz Kelly Bailey esteve esta quarta-feira, 1 de abril, à conversa com Cláudio Ramos no programa matutino da TVI.

A aguardar a chegada do segundo filho, fruto da relação com o ator Lourenço Ortigão, a jovem de 28 anos abriu o livro sobre os desafios da maternidade, os medos do pós-parto e a forma como esta nova gravidez está a ser vivida em contraste com a primeira.

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Logo no arranque da conversa, Cláudio Ramos questionou a atriz sobre a preparação para a chegada de um novo bebé, depois da experiência com o pequeno Vicente, nascido em julho de 2023. Kelly foi perentória ao afirmar que a preparação total é uma ilusão. “Olha, eu acho que nós nunca estamos preparados. Por muito que haja cursos e que falem connosco e vamos tentar nos informar, eu acho, para já porque é uma parte que nós não conseguimos prever, não é? Enfim, queremos que corra tudo bem, mas há sempre partes que nós não sabemos”, começou por explicar.

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A magia do nascimento foi destacada pela atriz como um fator de transformação impossível de antecipar: “Eu acho que há uma magia no nascimento de um bebé que nos transforma, pelo menos, já posso falar um bocadinho, como já tive uma primeira experiência, eu acho que é tudo tão diferente daquilo que nós projetamos, pelo menos no meu caso isso aconteceu quando estava grávida do Vicente. Por muito que te expliquem, que tentem dizer o que é que vais sentir, enfim, na intensidade que isto é, por muito que tentem explicar, eu acho que só vivendo é que percebemos.”

A viver a segunda gestação, Kelly Bailey admitiu que as experiências estão a ser encaradas de forma distinta. A atriz confessou que durante a primeira gravidez assumiu uma postura mais ingénua e protetora, evitando ouvir relatos de outras mães. Agora, a perspetiva mudou. “Agora, quando vem o segundo, a sensação que eu tenho da gravidez é… Já falo por experiência própria. Já há qualquer coisa. Já houve um parto, já houve um pós-parto. Então acho que vivo esta gravidez com mais consciência. Ou seja, por um lado, podia dizer que é mais relaxada, mas ao mesmo tempo não. (…) Eu digo mais ou menos porque tenho muito mais noção do que é que me espera. Tens noção de tudo, da responsabilidade toda”, sublinhou.

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Num momento mais introspetivo da entrevista, a estrela da ficção nacional recordou os primeiros tempos de vida do filho Vicente e as palavras que a marcaram: “Eu acho que de um primeiro nasceu o Vicente e eu nasci enquanto mãe.”

No entanto, o nascimento desta nova faceta trouxe consigo o desaparecimento temporário da “antiga” Kelly. A atriz admitiu que, inicialmente, desvalorizou os alertas sobre o pós-parto, mas acabou por ser confrontada com a dura realidade da perda de identidade. “Eu desvalorizei um bocadinho todas essas coisas que me diziam de quando nasce um bebé. O pós-parto. Aquilo que nós podemos sentir. E as coisas menos positivas e naturais que eu sabia mas que tentava pensar comigo ‘isto não vai acontecer’. Como por exemplo a questão da perda de identidade. Que eu acho que por um período de tempo eu tive essa questão. Porque realmente para nós é assim um início… Tem um lado encantador, não é? Mas ao mesmo tempo… Tudo. Não só fisicamente como psicologicamente. É uma descoberta”, desabafou com Cláudio Ramos.

O regresso ao trabalho nas gravações da novela A Fazenda revelou-se um momento de grande exigência emocional, não só pela separação do filho, mas também pelo peso da sua personagem, Júlia. “Foi importante. Para mim foi muito importante voltar ao trabalho. Por exemplo, a Fazenda. Foi um processo para mim ter que voltar. Ainda mais com a personagem… A Júlia foi uma personagem super intensa. (…) Portanto, foi violada, tinha um parto, abandonava o bebé no parto. Portanto, todo esse processo… Na fase em que eu estava… Foi emocionalmente desgastante”, revelou.

Apesar das dificuldades, Kelly mostrou-se grata pelas condições de privilégio em que vive e trabalha, empatizando com as mulheres que não têm o mesmo suporte. “Eu sinto mesmo e penso muito nisso. Na sorte que tive por estar numa casa que respeitou imenso isso e deu-me todas as condições. Mesmo para voltar ao trabalho”, frisou.

Sobre as inevitáveis transformações físicas que acompanham a gestação, a atriz revelou não sentir pressões para recuperar a forma ideal, encarando o processo com total naturalidade e fascínio. “A fase da gravidez eu adoro. O Vicente nasceu e eu lembro-me de dizer… Mal ele nasceu eu lembro-me de dizer ao Lourenço ‘eu já tenho saudades de estar grávida’. Porque eu gostei muito de estar grávida. Gostei muito de toda a transformação. (…) Fiquei mesmo encantada com todo o processo da gravidez. Por isso, estar grávida por uma segunda vez… Estou muito entusiasmada porque eu gosto muito deste processo”, concluiu.

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