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Manuel Luís Goucha: ‘Tu fostes’ e ‘houveram’ são erros que irritam e denunciam falta de leitura

O apresentador publicou um vídeo nas redes sociais a 25 de julho de 2026, reiterando a sua exigência quanto ao bom uso da língua e à importância da leitura para todos.

Manuel Luís Goucha não poupou críticas ao uso da língua portuguesa, este sábado, 25 de julho de 2026.

Num longo vídeo partilhado nas suas redes sociais, o apresentador do ‘Goucha’ expressou a sua frustração com os erros frequentes na comunicação social. A intervenção surge dias depois de uma troca de palavras com a concorrente Catarina Miranda.

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Goucha explicou que se sente “muito irritado” ao ouvir e ler falhas no português, seja na imprensa, rádio ou televisão. Embora reconheça que há quem utilize a língua corretamente, exige mais dos profissionais que a usam como ferramenta de trabalho.

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Para o apresentador, “parece que o português deixou de ser critério de avaliação” para quem ambiciona fazer carreira na comunicação social. Deu vários exemplos de erros comuns.

Apontou, desde logo, a conjugação do pretérito perfeito simples na segunda pessoa do singular: “Tu fostes, tu viestes, tu estivestes”, disse, explicando que o correto é “tu foste, tu vieste, tu estiveste”. A forma “fostes”, lembrou, aplica-se apenas à segunda pessoa do plural, como em “vós fostes”.

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Outra falha recorrente é a utilização de “houveram festas” em vez de “houve festas”. Goucha admitiu que “só muito raramente é que se usa houveram”, citando a frase “Eles houveram por bem aceitar” como um dos poucos contextos corretos.

O apresentador recordou ainda um episódio de 10 de junho, Dia de Camões, em Angra do Heroísmo, onde ouviu uma repórter de televisão dizer “esperaria-se mais público” perante a pouca afluência. A forma correta, esclareceu, seria “esperar-se-ia mais público”.

A confusão entre “perca de tempo” e “perda de tempo” também mereceu a sua atenção. “Perca é peixe”, atirou, sublinhando que o substantivo correto é “perda”.

Um erro que Goucha fez questão de desmistificar foi a palavra “rubrica”. “É sempre rubrica”, garantiu, explicando que “não existe rubrica”. Seja para um espaço de comentário político num programa de televisão ou para o ato de assinar, a palavra correta é “rubrica”.

O próprio Goucha confessou que “há uns anos” cometia o erro de dizer “rubrica”. “Não é necessário colocar agora atrás”, notou, referindo-se à redundância da expressão “há uns anos atrás”. Só depois percebeu que “a palavra rubrica não existe”.

Por isso, o apresentador defendeu a importância da leitura, sobretudo para os profissionais da comunicação social. “Ler não só permite desenvolver o nosso espírito crítico, dá-nos uma visão muito mais abrangente de várias questões, de vários temas”, disse. Acrescentou que a leitura “faz-nos pensar por nós próprios e não irmos encarneirada” e “enriquece o nosso léxico, o nosso vocabulário cada vez mais acanhado”.

Goucha antecipa que alguns lhe “dir-me-ão” que é “um chato”, mas garantiu: “Vou continuar a sê-lo”, pois está “em defesa da língua portuguesa”, daquilo que “nos identifica da nossa matéria”.

O apresentador prometeu abordar num próximo vídeo um erro frequente relacionado com o verbo “cantar”, que ouve “todos os domingos”.

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