A estrela da ficção nacional revelou como aprendeu a filtrar as opiniões externas para preservar a sua identidade e naturalidade.
Aos 26 anos, Matilde Reymão apresenta-se como uma mulher segura de si e das suas escolhas, mas não esconde que o seu percurso foi marcado por desafios e pressões estéticas exigentes pois, numa entrevista concedida à revista ‘Máxima’, a atriz recordou o início da sua caminhada profissional na moda, ainda durante a adolescência, e a forma como os comentários depreciativos afetaram a sua perceção pessoal.
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A transição da inocência juvenil para o universo competitivo da imagem deu-se de forma abrupta. “Tinha 15 ou 16 anos, por isso ainda havia muita inocência em mim. Fazia aquilo porque gostava genuinamente. Adorava fotografar, explorar esse lado e trabalhar como modelo. Nessa fase, tudo era muito leve, porque estava focada no que me fazia feliz e não pensava muito no olhar dos outros“, contextualizou. Contudo, a consciencialização sobre os padrões rígidos da indústria não tardou a surgir: “Ouvir comentários de que não era magra o suficiente ou alta o suficiente, mexeu comigo e criou-me inseguranças que antes não existiam“.
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A experiência além-fronteiras acabou por funcionar como um ponto de viragem essencial para a sua autoaceitação. “Quando decidi dar um passo maior e fui trabalhar para Londres como manequim, coisa que pensava não ser possível, correu muito bem. Senti-me muito bem recebida, e valorizada exatamente como sou“, partilhou à referida publicação. Foi nesse ambiente internacional que a artista compreendeu o seu verdadeiro potencial: “Percebi que o meu ‘tipo’ de beleza, o meu lado mais natural e aquilo que me caracteriza, era a minha maior força e o que se destacava. Fez-me perceber que, muitas vezes, não se trata de não sermos suficientes, mas sim de estarmos no sítio errado“.
A maturidade permitiu-lhe desenvolver defesas contra as exigências externas, focando-se no que realmente acrescenta valor à sua vida. “Fez-me crescer muito. Aprendi a filtrar melhor o que realmente importa, a confiar mais em mim e a não deixar que opiniões externas definam o meu valor. Hoje, olho para trás com tranquilidade, porque percebo que tudo fez parte do meu caminho“, concluiu.
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