A jornalista analisou as recentes afirmações da diretora de Entretenimento da TVI no podcast «A que sabe, o Amor» e classificou a visão da comunicadora sobre as relações como pouco autónoma.
A participação de Cristina Ferreira no podcast «A que sabe, o Amor», conduzido por Ana Guiomar, gerou um aceso debate no programa «Passadeira Vermelha» desta quinta-feira, na SIC Caras. As revelações da apresentadora da TVI, nomeadamente sobre o facto de descascar fruta para o namorado João Monteiro – um hábito que herdou da mãe – e sobre os anos em que se sentiu sozinha nas suas conquistas profissionais, mereceram a análise do painel composto por Zulmira Garrido, Filipa Torrinha, Joana Latino e Anabela.
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A intervenção mais contundente coube a Joana Latino, que não escondeu a sua estupefação com as declarações de Cristina Ferreira. “Fico um bocadinho baralhada aqui ao ouvi-la, não é? Porque para ela a prova de que ama o seu atual companheiro é o facto de ela fazer com ele exatamente o que a mãe fazia“, começou por apontar a jornalista.
Para a comentadora, a atitude revela uma repetição de padrões e falta de autonomia emocional. “O que me parece uma forma também pouco autónoma de ter entendido o que é amar. E fiquei muito baralhada com esta declaração“, confessou.
Joana Latino criticou a necessidade da apresentadora em validar publicamente o seu amor e considerou a sua visão imatura. “Achei isto tudo bastante imaturo. Não estava à espera que a Cristina Ferreira continuasse tão imatura“, atirou, sem rodeios.
A jornalista discordou também da perspetiva de Cristina Ferreira sobre a solidão, argumentando que “estar sozinho é altamente saudável” e que a dependência de um companheiro para celebrar vitórias revela uma lacuna no autoconhecimento.
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Por outro lado, Filipa Torrinha Nunes apresentou uma visão mais compreensiva, embora tenha levantado a questão dos papéis de género pois, a comentadora defendeu a legitimidade do gesto de Cristina Ferreira, mas sublinhou a importância de as mulheres se questionarem sobre a origem destes comportamentos.
“Acho é que é interessante que as pessoas se questionem, acima de tudo as mulheres, que pensem: estou a fazer isto porque de facto gosto ou é um reflexo de uma vida inteira e de um papel de género que cai em cima de mim?“, questionou.
Filipa Torrinha aplaudiu ainda o facto de a apresentadora, sendo uma mulher poderosa, assumir tarefas domésticas e gestos de carinho, desmontando o preconceito de que o sucesso profissional inviabiliza estes cuidados na esfera privada.