Bruno Fernandes, o capitão do Manchester United e uma das figuras mais respeitadas do futebol português, abriu o coração num podcast britânico.
No passado dia 25 de maio, durante a conversa no “The Diary of a CEO”, conduzido por Steven Bartlett, o médio revelou como a profissão da mãe marcou profundamente a sua visão sobre a educação dos filhos, Matilde e Gonçalo, e, acima de tudo, a importância do respeito por quem trabalha.
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A história de vida da sua progenitora, que trabalhou como empregada de limpeza, é o pilar desta filosofia. Bruno Fernandes fez questão de sublinhar que nunca tolerou, nem tolerará, que o trabalho da sua mãe fosse desvalorizado. “A minha mãe trabalhava como empregada de limpeza. Nunca quis que a tratassem mal ou desvalorizassem o trabalho que ela fazia”, confessou o jogador. Essa vivência traduz-se hoje na forma como gere a sua própria casa, com uma funcionária a quem os filhos, Matilde e Gonçalo, são ensinados a tratar com a máxima dignidade. “Não permito que os meus filhos lhe falem mal. Não permito que os meus filhos digam: ‘Agarra nisto, põe no lugar'”, frisou.
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O internacional português não hesita em ser explícito quanto às regras que impõe desde o primeiro dia de trabalho de qualquer pessoa na sua casa. A instrução é clara e detalhada, visando incutir valores de autonomia e consideração. “Disse-lhe isto no primeiro dia de trabalho: ‘Se algo não está no sítio certo, obviamente quero que limpes, quero que ponhas as coisas no lugar, quero tudo isso, mas não quero que os meus filhos digam ‘Arruma isso’ ou ‘Põe isso no lugar’. Não. Se quiserem alguma coisa, podem pedir, mas, antes de mais, têm de ser respeitadores. Se não conseguem, têm de te pedir, mas com respeito. Mas se for algo que eles consigam fazer, tu tens de fazer com que eles o façam. Não do género ‘faz tu’, explica-lhes como o fazer, mostra-lhes o caminho para eles aprenderem'”, explicou, com uma clareza que espelha a sua convicção.
Esta postura, que vai além da simples organização doméstica, é um reflexo direto da sua própria experiência e dos valores que carrega desde a infância. Bruno Fernandes deixou claro que a forma como trata quem o ajuda é uma extensão do respeito que sempre desejou para a sua mãe. “E é assim que me comporto com as pessoas que trabalham comigo, tem muito a ver com a minha história, de não gostar de o ver com a minha mãe. Eu não estava nas casas, obviamente, não sei se tratavam bem ou não a minha mãe, a minha mãe nunca me disse que as pessoas para quem ela trabalhava a tratavam mal. Portanto, acho que me fez compreender que, se não quero isto para a minha mãe, não o farei com outras pessoas”, concluiu, num testemunho de coerência e humanidade.
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