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O “mal-entendido” na Seleção: Pedro Proença reage ao castigo de Cristiano Ronaldo

Pedro Proença descarta interferência no processo de Cristiano Ronaldo: "O Conselho de Disciplina é autónomo"

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol abordou pela primeira vez as consequências do abandono da concentração por parte do capitão da equipa das quinas.

O castigo aplicado a Cristiano Ronaldo, na sequência do abandono prematuro do estágio da Seleção Nacional, mereceu a primeira reação oficial por parte de Pedro Proença. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aproveitou a inauguração da segunda fase do Centro de Formação da Associação de Futebol do Porto para quebrar o silêncio sobre a polémica, demarcando-se das sanções aplicadas ao internacional português.

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Sem querer alongar-se sobre os trâmites legais do caso, o dirigente esclareceu a posição da entidade máxima do futebol nacional: “Sobre o processo disciplinar não vou fazer qualquer tipo de comentário, seria o seu processo normal“.

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Para Pedro Proença, a grande prioridade das últimas semanas passou por blindar o grupo de trabalho e garantir o foco nos compromissos da Liga das Nações. “Durante os últimos quinze dias, o nosso foco foi fundamentalmente desportivo. O novo selecionador nacional com novas metodologias, com um objetivo muito determinado – nós queremos ganhar a Liga das Nações – e, portanto, tínhamos quatro jogos muitíssimo importantes“, justificou, acrescentando que “havia que dar tranquilidade à equipa em função de tudo aquilo que foi acontecendo e foi isso no final que conseguimos“.

No que diz respeito ao futuro a curto prazo do futebolista na Seleção Nacional, o presidente da FPF abriu as portas a um regresso já no mês de novembro, apelidando a rutura inicial de um simples “mal-entendido” com o qual é preciso retirar lições. “Este é o momento da tranquilidade, da serenidade. Estamos todos a sentar-nos à mesa. Há uma grande vontade de termos o nosso capitão de volta“, garantiu aos jornalistas.

Pedro Proença fez questão de frisar que a reintegração do avançado é um objetivo comum a todas as partes envolvidas, desde que a avaliação técnica assim o determine. “O que registamos neste momento é uma vontade, primeiro da FPF de poder ter o capitão rapidamente connosco, há uma vontade já expressa do nosso selecionador nacional, que disse que desde que desportivamente em condições teremos o nosso capitão connosco“, explicou.

O próprio atleta também parece partilhar desta intenção, havendo “uma grande vontade do nosso capitão de voltar à Seleção Nacional, espaço onde ele se diz feliz“.

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Quanto à coima e à suspensão que recaem sobre o avançado madeirense, o líder federativo sublinhou a independência dos órgãos de justiça desportiva: “Haverá um processo disciplinar normal. As instâncias de forma independente irão avaliar“.

A mesma premissa aplica-se às penalizações em discussão: “Isso dependerá só do Conselho de Disciplina, que é um órgão autónomo e fará o trabalho“. Com o assunto entregue às entidades competentes, o foco vira-se agora para os próximos compromissos desportivos. “O que estamos a fazer é preparar o próximo estágio, onde contamos com os 25 convocados, assim haja condições desportivas“, concluiu.

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