Pedro Chagas Freitas sai em defesa de Ruth Marlene “Essa gente não quer liberdade; quer superioridade”
O abraço público de Pedro Chagas Freitas a Ruth Marlene após críticas à cantora
Para Pedro Chagas Freitas, as críticas à imagem da artista revelam uma perseguição camuflada de sinceridade que visa apenas a humilhação.
Pedro Chagas Freitas recorreu às suas redes sociais para manifestar publicamente o seu apoio a Ruth Marlene, após a cantora ter sido alvo de uma onda de comentários depreciativos na internet. O escritor partilhou o registo de uma notícia sobre a artista e assinou um texto focado no comportamento dos internautas, lamentando a facilidade com que se julga a vida alheia no espaço virtual.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
“Há pessoas que acordam de manhã à procura de alguém para apedrejar. Nos últimos dias, calhou à Ruth Marlene. Apareceu diferente e milhares de especialistas em rostos, cirurgias, filtros e vidas alheias entraram ao serviço“, começou por contextualizar o autor, antecipando que o mesmo cenário se poderia repetir na sua própria publicação: “(tenho a certeza de que mesmo nesta caixa de comentários eles vão aparecer aí, vão ver). Que fascínio pode ter o espectáculo de acertar em alguém?“.
Na sua análise, Pedro Chagas Freitas criticou a falta de empatia generalizada e a forma como muitos utilizadores camuflam discursos de ódio sob falsos pretextos de honestidade. “Somos sempre imperativos perante a dor do outro, perante a decisão do outro. A liberdade é uma responsabilidade diária. Há tantos que se apresentam como grandes defensores da liberdade, mas passam os dias a tentar reduzir a dos outros. Insultam e chamam-lhe frontalidade. Humilham e chamam-lhe sinceridade. Perseguem e chamam-lhe justiça. Censuram e chamam-lhe responsabilidade. Exigem respeito pelas suas opiniões e recusam aos outros o direito de pensar de maneira diferente“, apontou.
Leia também: Pedro Chagas Freitas ‘arrasa’ atitudes de Raquel com Nuno “assustado” no Big Brother Verão
Para o escritor, esta postura esconde uma necessidade de afirmação social e de poder sobre o próximo, demonstrando uma ausência de tolerância. “Eu acho que essa gente não quer liberdade; quer superioridade. Quer diminuir, ridicularizar, denunciar, condenar. Ninguém tenta compreender. Desconfio sempre das pessoas que nunca hesitam“, continuou, deixando um conselho aos leitores para que adotem uma postura mais ponderada e benevolente no quotidiano. “Não tenham medo de hesitar. Experimentem usar a liberdade ao contrário. A bondade não é um presente para os outros; é para nós: faz-nos respirar melhor, faz-nos gostar mais da pessoa que vemos ao espelho. A liberdade é termos todos os dias a possibilidade de escolher quem somos. Pensa bem na tua opção, sim?“, apelou.
A fechar a sua tomada de posição, o autor fez questão de enviar uma mensagem direta de solidariedade à intérprete de música ligeira. “Aqui deixo um abraço gigante à Ruth Marlene. Aguenta-te aí, sim?“, concluiu.