Revelada a doença que quase vitimou David Carreira nos primeiros meses de vida
O jovem contraiu um vírus perigoso que lhe podia ter causado surdez ou cegueira. A fé da família e as orações foram fundamentais para uma recuperação considerada milagrosa.

David Carreira abriu o coração numa entrevista a Carolina Patrocínio, no programa What’s Up da SIC Mulher, para recordar um dos períodos mais delicados da sua vida.
O cantor e ator revelou que o seu nascimento, a 30 de julho de 1991, ficou marcado por uma doença grave que o obrigou a passar o primeiro ano de vida internado no hospital.
“Eu sou menino da mamã por várias razões”, confessou o artista, prestando uma homenagem à dedicação de Fernanda Antunes durante esse ano crítico. A mãe nunca o abandonou, fortalecendo um vínculo inquebrável. “Portanto, tornei-me ainda mais próximo da minha mãe porque foi ela que esteve lá sempre”, explicou.
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Em contraste, Tony Carreira esteve mais ausente nesta fase, dividindo o seu tempo entre o trabalho numa fábrica de enchidos nos arredores de Paris e os espetáculos noturnos com a banda, uma realidade que o patriarca da família sempre assumiu com profunda dor.
Embora o cantor não tenha mencionado o nome da doença na televisão, a revista TV Guia recuperou a revelação feita pelo próprio no seu livro autobiográfico de 2020, Os Sonhos não têm teto. David Carreira foi infetado à nascença por citomegalovírus.
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Esta condição, comum e inofensiva na maioria dos adultos saudáveis, apresenta riscos extremos para recém-nascidos, podendo ser fatal ou causar danos irreversíveis. Entre as graves lesões que poderiam ter reduzido drasticamente a sua esperança e qualidade de vida estavam a surdez, a anemia, a perda de visão ou deficiências intelectuais. O citomegalovírus, que pertence à família do herpes, permanece adormecido no organismo do hospedeiro, podendo reativar-se.
Contra todas as probabilidades clínicas, o jovem sobreviveu e recuperou sem qualquer tipo de sequela. A cura rápida e sem justificação científica foi encarada como um autêntico milagre. “A minha família sempre foi muito religiosa, e eu sei que, naquela altura, rezava muito para eu melhorar”, partilhou na sua autobiografia. O mistério clínico perdura até hoje: “A verdade é que, de um dia para o outro, fiquei curado e não tenho qualquer sequela do vírus – nem os médicos têm uma explicação lógica para o sucedido”.