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Roberto Martínez abre o coração ao Expresso antes do Mundial de 2026

O selecionador prepara a presença de Portugal no grande palco do futebol com uma confiança inabalável no compromisso da equipa lusa.

Antes de dar início à preparação para o Mundial, Roberto Martínez concedeu uma extensa entrevista ao Expresso, onde revela um lado mais íntimo e pessoal, raramente exposto ao público.

Em declarações à Revista E, Martínez assume a dimensão do desafio que tem pela frente: “Ganhar o Mundial de Futebol não é um objetivo. É um sonho.” Contudo, deixa também um alerta importante de que o talento, por si só, não chega.

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Ao longo da entrevista, o selecionador revisita nomes e dinâmicas centrais da equipa portuguesa. O técnico recorda Diogo Jota, analisa a “futebolite” de Bruno Fernandes e Bernardo Silva, e destaca a inteligência e a complementaridade da dupla formada por Vitinha e João Neves. Naturalmente, Cristiano Ronaldo também ocupa espaço na reflexão sobre o presente e o futuro da Seleção. Para Martínez, o segredo vai além da qualidade individual, garantindo que “este balneário é uma família” e sublinhando que o verdadeiro fator decisivo será sempre o compromisso coletivo dentro de campo.

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O Mundial, que arranca a 11 de junho, continua a ser o único grande título que falta à Seleção Nacional, deixando no ar a ambição de uma vitória histórica.

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Nascido em Balaguer, Espanha, a 13 de julho de 1973, Roberto Martínez iniciou o seu percurso no futebol como jogador, destacando-se pela inteligência tática no meio-campo. Após passagens por clubes como o Real Zaragoza, foi em Inglaterra que deixou a sua principal marca, especialmente no Wigan Athletic, onde conquistou a Football League Third Division e o Football League Trophy. A liderança em campo levou-o a ser capitão no Swansea City, contribuindo para a promoção do clube à League One.

A transição para a carreira de treinador ocorreu em 2007, precisamente no Swansea City, onde rapidamente demonstrou a sua visão tática. Conduziu a equipa à promoção para o Championship como campeões da League One. Seguiu-se um regresso ao Wigan Athletic, onde, apesar de um percurso exigente na Premier League, alcançou um feito histórico em 2013 com a conquista da Taça de Inglaterra, o primeiro grande troféu do clube, no mesmo ano em que a equipa acabaria por ser despromovida.

Após a experiência no Everton, Martínez assumiu o comando da seleção da Bélgica em 2016. Durante seis anos, liderou a geração de ouro belga, alcançando um notável terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 2018 e mantendo a equipa no topo do ranking da FIFA por um período recorde.

Em janeiro de 2023, abraçou o desafio de liderar Portugal, sucedendo a Fernando Santos. A chegada a solo luso marcou o início de uma nova fase, caracterizada por um estilo de jogo mais ofensivo e de posse de bola. Sob a sua orientação, Portugal realizou uma campanha de qualificação invicta para o Euro 2024 e conquistou a Liga das Nações em 2025, demonstrando a capacidade de adaptar as linhas táticas para explorar as fraquezas dos adversários.

Com a qualificação para o Mundial 2026 já assegurada, o técnico expressa uma confiança inabalável no potencial da equipa. A gestão de um balneário com estrelas como Cristiano Ronaldo e a integração de novos talentos têm sido pontos centrais do seu trabalho, com o treinador a elogiar o compromisso dos jogadores. O objetivo principal passa agora por levar Portugal ao topo do futebol mundial, encarando a competição na América do Norte como o maior desafio da sua carreira desportiva.

Roberto Martínez
FOTO EXPRESSO/divulgaçao
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