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Sobrevivente de violência doméstica, Sara Norte recorda: “Vivia numa barraca, estava completamente agarrada”

Sara Norte abre o jogo sobre o passado de agressões e a decisão de abortar aos 18 anos

Sem rodeios, Sara Norte abordou ainda a sua visão sobre a maternidade, confirmando que não se arrepende de ter interrompido uma gravidez na juventude.

Num testemunho de rara frontalidade, Sara Norte relatou a Flávio Furtado o pesadelo que viveu às mãos de um ex-companheiro e refletiu sobre a maternidade e, a atriz não deixou nenhum tema tabu por abordar no podcast “The Leite Show”.

Confrontada com o facto de ter sido vítima de violência doméstica numa das suas antigas relações, Sara Norte explicou como o isolamento e as más companhias a deixaram encurralada num ciclo de agressões. “Sabes que na altura, eu vivi três anos com essa pessoa, a levar tareias constantemente. Só que eu estava sozinha“, começou por enquadrar a atriz. Flávio Furtado questionou-a sobre o preconceito de quem acha que as vítimas ficam anos numa relação abusiva porque querem, premissa que a comentadora rejeitou de imediato. “Não compreendo. Porque normalmente as pessoas culpabilizam a vítima. Eu vivia numa barraca. Eu não tinha família. Estava completamente agarrada. Portanto, eu estava sozinha. Se não estivesse ali, eu ia para onde?“, explicou, descrevendo o cenário como “um círculo vicioso horrível“.

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O fundo do poço levou-a a tomar medidas extremas de sobrevivência antes da sua detenção onde, sem teto e sem rumo, confessou os extremos a que chegou por falta de opções no mercado de trabalho convencional. “Sabes que quando eu estava na rua, eu mandei na altura montes de currículos para call centers e tudo, mas eu pensei: eu sou puta ou vou a Marrocos. E fui a Marrocos“, contou, referindo-se à altura em que acabou por ser detida por tráfico.

Reconstruída e a viver uma relação estável de uma década com Vasco, a atriz garante ter a sua vida nos eixos, o que a levou a falar abertamente sobre o porquê de não ter filhos. “Sabes que eu nunca pensei em ser mãe. Não tenho [o chamamento], sinceramente“, confessou. Apesar de não usarem métodos contracetivos, Sara assume que não engravida, mas também não tem qualquer ansiedade com isso. “Eu via-me mais a adotar uma criança assim mais velha (…) talvez, mais tarde a adotar um, sei lá, de 12 ou 13 anos“, projetou.

O seu instinto pragmático esteve sempre presente, motivo pelo qual assume sem culpas o facto de ter feito um aborto aos 18 anos.

Questionada se olha para trás com algum remorso, a resposta foi negativa. “Não teria sido uma boa mãe. O pai era uma m#rda também. E eu acho que para teres um filho, tens de ser tu a tomar conta. Eu, na altura, não tinha condições sequer para mim“, rematou, garantindo que foi a melhor decisão que poderia ter tomado na época.

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