A comentadora abriu o coração no podcast de Flávio Furtado e recordou a fase mais dramática da sua vida, pedindo desculpa pela dor causada à família.
Sara Norte recordou os momentos mais sombrios da sua vida e a dolorosa ausência no funeral da sua mãe, Carla Lupi pois, em conversa com Flávio Furtado, a atriz confessou o enorme arrependimento que carrega por essa decisão.
O tema surgiu quando o apresentador questionou a atriz sobre o momento em que sentiu que tinha batido no fundo e, sem hesitar, Sara recuou até ao momento em que foi detida em Espanha e teve de contar a verdade à progenitora, que enfrentava uma doença terminal. “Foi no primeiro dia, na prisão. Quando sou presa e tenho aquela chamada que tenho que ligar para a minha mãe que estava com um cancro terminal a dizer que estava presa. Foi quando eu pensei: não há pior notícia, só se me ligassem a dizer que eu estava morta“, revelou a atriz.
Numa chamada de apenas cinco minutos, o instinto foi apenas um: “Eu só me lembro de pedir desculpa. De pedir desculpa. Porque ela não me deixava“.
O peso das suas ações na vida dos que mais amava é algo que ainda hoje a assombra. “O sofrimento que eu causei à minha família. À minha mãe, ao meu avô, ao meu pai. Ver o meu avô numa prisão, numa visita. Aqueles olhos de desilusão“, recordou, lamentando ter destruído a “vida estável” e cheia de “regalias” que a família lhe tinha proporcionado.
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O momento mais duro acabou por ser a morte de Carla Lupi, numa altura em que Sara ainda cumpria pena. Questionada sobre o porquê de não ter estado presente nas cerimónias fúnebres, a atriz confirmou que foi uma escolha pessoal para não chocar os presentes. “Eu poderia ter vindo de Espanha, ficava a cumprir em Tires, mas ia estar algemada, e eu achei que a minha família deveria despedir-se da minha mãe em paz“, explicou.
Contudo, com a maturidade que os anos lhe trouxeram, Sara Norte admite que o desfecho deveria ter sido outro. “Se calhar se fosse hoje em dia, se calhar tinha vindo, sim. (…) Eu sinto que a minha cabeça precisava da despedida da minha mãe, eu precisava de me despedir dela. Porque a última vez que eu estive com ela, tive uma grande discussão, e essa culpa é horrível, demoram muitos anos a curar“, confessou, visivelmente emocionada.
Se tivesse a oportunidade de fazer um último telefonema à mãe, a mensagem seria apenas de gratidão para aquela que apelidou de “a mulher mais forte” que conheceu: “Queria-lhe agradecer, porque a minha mãe, mesmo estando eu presa, e com os problemas que tinha, ela levava com as transfusões de sangue e fazia mil e quinhentos quilómetros (…) para me ir ver“.
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