Em entrevista a Flávio Furtado, a atriz e comentadora falou sobre os colegas de painel e a falta de apoio das figuras públicas na fase mais negra da sua vida.
Sara Norte foi a convidada do podcast “The Leite Show”, conduzido por Flávio Furtado, onde falou sem tabus sobre o seu papel no “Passadeira Vermelha” e as mágoas do passado. A atriz revelou quem expulsaria do formato da SIC e recordou a falta de apoio dos famosos no tempo em que esteve detida.
Confrontada sobre o seu atual papel na televisão, Sara Norte foi honesta ao afirmar que o comentário social “não é o emprego de sonho” e, ainda confessou que começou “por brincadeira” e que, embora goste, admite: “Não há uma coisa que eu adoro fazer“.
Falando sobre as recentes saídas de Heitor Lourenço e Catarina Miranda do formato da SIC, Sara considerou que fizeram sentido, especialmente no caso do ator: “Acho que o Heitor, muitas vezes, quer ser o bom. Ele tem um bom fundo. Para ser comentador, tu não podes ser muito bonzinho. Tu tens que ser, às vezes, cruel. E o Heitor não conseguia“. Quando desafiada por Flávio Furtado a escolher quem tiraria do painel, a comentadora não hesitou em apontar o dedo. “Tirava a Carolina Ortigão. Porque não precisa de dinheiro para nada. Porque é uma pessoa rica. E somos muitos, recebemos todos muito pouco“, justificou.
Sara acrescentou ainda que “quanto mais comentadores houverem, menos recebemos“, colocando também o nome de Zulmira Garrido na calha por motivos semelhantes e por esta já estar na “Casa Feliz”. Apesar das críticas à atual casa, Sara assumiu que comentaria reality shows numa outra estação “se pagassem mais”.
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A posição de comentadora trouxe-lhe também uma perspetiva irónica sobre o mundo dos famosos, que outrora a julgaram. “Dá-me muito gozo que durante muito tempo as pessoas não me falavam (…) Encontrávamo-nos em sítios e fingiam que eu não estava lá. E agora vêm sempre cumprimentar. E isso dá-me um bocadinho de gozo“, revelou. Hoje em dia, garante que já não se cala: “Eu c#go e eu enfrento. Já me aconteceu há algum tempo encontrar uma pessoa que falou de mim e eu enfrento aí à frente de toda a gente. Porque eu não consigo ficar calada, sabes? Já engoli muitos sapos durante muito tempo. Na minha vida não faço fretes“.
A conversa tomou um rumo mais denso quando Flávio Furtado a questionou sobre que famoso a desiludiu mais quando foi detida em Espanha.
“Acho que foram todos os famosos“, respondeu prontamente. A atriz lamentou o abandono total que sofreu nessa fase: “Sabes que ninguém esteve lá. Ninguém esteve, quer seja famoso ou não. Eu, quando fui presa, tive 16 meses em que não recebi uma carta de ninguém. Uma carta são 70 cêntimos, nem em apoio. E quando eu saí, ninguém queria estar associado a mim. Foi complicado“. Sobre o facto de falar do seu passado criminal com naturalidade na televisão, Sara explicou que o faz para quebrar o gelo. “Falo porque faz parte da minha vida. Eu não me orgulho do meu passado, não é? Uau, estive presa. Mas também não me envergonho. Cometi um erro. Paguei“, rematou.
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