“Tirando a Eva da equação, não trouxe absolutamente nada”: Zaza e Adriano arrasam jogo de Tiago
No derradeiro Última Hora do Secret Story 10, Hélder defendeu a postura calma do finalista, mas os comentadores apontaram o dedo ao "elefante na sala" e à dependência da narrativa de Eva.
A escassas horas da grande final do Secret Story 10, o último Última Hora da edição, conduzido por Nuno Eiró, ficou marcado por um intenso debate sobre a prestação de Tiago.
No estúdio da TVI, as opiniões dividiram-se radicalmente, com o ex-concorrente Hélder a defender a postura apaziguadora do colega, enfrentando a forte oposição dos comentadores Adriano Silva Martins e Francisco Monteiro.
Hélder foi o primeiro a justificar o seu apoio ao finalista, valorizando um jogo mais tranquilo e distante de polémicas constantes. “Para mim, se estivesse cá fora a ver o programa, eu acharia o Tiago como justo vencedor, como justo finalista. Porquê? Porque nem tudo o que é conflito, nem tudo o que é responder mal, nem tudo o que é falar mal, nem tudo o que é elevar o tom de voz significa vencedor”, argumentou. Inês Simões concordou com esta premissa geral, afirmando que “o que estás a dizer está tudo certo”.
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No entanto, Adriano Silva Martins rapidamente desmontou a tese, usando outra finalista como exemplo e expondo o tema tabu da edição. “A Jéssica é um exemplo disso que estás a dizer, mas o Tiago não é um exemplo disso”, começou por atirar o comentador. “Acho que há aqui um elefante na sala porque o Nuno perguntou uma coisa muito direta que é: ‘Achas que o Tiago, se não fosse pela história da Eva, seria finalista?’ Não. E a Eva também não seria se não fosse o Diogo. Ponto. Final. Parágrafo“, sublinhou, concluindo de forma taxativa: “O Tiago aproveitou bem a história da Eva. Isso é indiscutível. Aproveitou bem. Mas até esse momento, ele não era ninguém ali dentro daquela casa”.
Francisco Monteiro alinhou pela mesma bitola e foi implacável na sua avaliação, rejeitando a ideia de que o seu critério penalize a educação do jovem. “Eu acho que o argumento não pode ser o contrário daquilo que eu estou a dizer que é: ‘Ai não, porque ele é um bom miúdo’. Eu não disse que ele não era um bom miúdo ou um bom rapaz, não”, clarificou Zaza.
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O antigo vencedor do Big Brother acrescentou que “isto não pode ser um argumento que é: não, porque as discussões não podem levar alguém a ganhar. Eu nunca disse isso. A única coisa que disse foi: o Tiago, um concorrente, não é suficiente para estar numa final de um reality show”. A rematar, foi perentório: “Eu acho que tirando a Eva da equação, o Tiago não trouxe absolutamente nada”.
Aproveitando a presença de rostos que já habitaram a casa mais vigiada do país, Nuno Eiró lançou uma questão sobre a isenção de quem comenta cá fora. “Quando se entra neste programa enquanto concorrente e depois (…) tem que sair e se continua a ver, a visão é imparcial, ou seja, o ex-concorrente consegue olhar para a televisão, consegue olhar para a casa, consegue olhar para quem ainda está, para todas as narrativas que acontecem, com distanciamento suficiente ou não?”, questionou o apresentador.
Hélder começou por defender que têm “uma visão mais real do que é justo para uns e para os outros”, mas logo admitiu, com a concordância de Zaza a 100%, que essa visão é altamente condicionada pelas preferências. Para ilustrar a dificuldade em ser isento, usou o exemplo de Jéssica: “Há pessoas que me dizem: ‘pá, a Jéssica é justa vencedora’. E eu vejo essa justificação, mas por estar tanto tempo aliada à Sara e eu não gostar do jogo da Sara, eu não olho com um brilho tão bonito para a Jéssica. Mas eu sei que ela foi super e deu tudo de si”.
Questionado por Eiró se olharia para Tiago da mesma forma caso este estivesse próximo de Sara, Hélder confessou sem rodeios que “muito provavelmente também não”. Inês Simões encerrou o tema, explicando que este tipo de análise “tem a ver com a identificação, com a aproximação deles, com a personalidade”.